Câmara aprova projeto do governo que reajusta salários de servidores federais e cria novas carreiras

Proposta aumenta salário de PF, PRF, Polícia Penal e estabelece profissão de especialista e de técnico em indigenismo. Texto vai ao Senado. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (21) um projeto que reajusta os salários de carreiras de servidores federais e reestrutura o quadro de funcionários da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O texto vai ao Senado. O projeto aumenta os vencimentos das carreiras da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Penal Federal. O aumento será concretizado em três reajustes: agosto de 2024, maio de 2025 e maio de 2026. Delegados da PF e peritos criminais federais da categoria especial, por exemplo, sairão dos R$ 33.721 para R$ 41.350 em maio de 2026. Agentes e escrivães da PF de 1ª classe terão aumento de R$ 16.641 para R$ 19.617 em 2026. O topo da carreira da PRF vai pagar R$ 23 mil em 2026 frente os R$ 18 mil pagos atualmente. O governo calcula que, só para 2024, o aumento de despesa será de R$ 316,8 milhões. (leia mais abaixo). O projeto prevê também a reestruturação da carreira de Desenvolvimento de Políticas Sociais e a criação da Carreira de Tecnologia da Informação “O conjunto de medidas proposto visa ao aprimoramento da gestão das carreiras e cargos dos órgãos e entidades envolvidos, inclusive das estruturas remuneratórias, para tornar as carreiras e cargos mais atrativos, de forma a atrair e reter profissionais de alto nível de qualificação, bem como ao aprimoramento da gestão de órgãos e entidades”, justificou o governo, autor da proposta, ao enviar o texto ao Congresso. Funai   O projeto, de autoria do governo federal, prevê a criação da carreira de especialista em indigenismo e técnico em indigenismo. O especialista terá salário-base que varia de R$ 6.403,90 a 9.229,39. Já o técnico vai receber de R$ 5.128,03 a R$ 5,838,30. Os servidores também receberão a Gratificação de Apoio à Execução da Política Indigenista (GAPIN) As novas carreiras serão supridas por servidores das carreiras de indigenista especializado, de nível superior, e de agente em indigenismo, de nível médio, já existentes. Segundo o governo, o projeto “reflete o compromisso do governo em fortalecer a política indigenista”. Defesa Civil   O texto cria ainda uma gratificação para servidores da Defesa Civil que atuem em atividades consideradas “críticas finalísticas”. Um regulamento definirá quais servidores terão direito ao benefício, chamado de Gratificação Temporária de Proteção e Defesa Civil (GPDEC). O texto também equipara as carreiras da Agência Nacional de Mineração com as demais agências reguladoras. Impacto   Segundo cálculos do governo, o impacto orçamentário das medidas será de: de R$ 38.799.371, em 2024, de R$ 57.368.713, em 2025 e de R$ 75.938.057, em 2026, para a criação das novas carreiras Indigenistas e reestruturação de outros cargos na Funai; de R$ 33.629.302, de R$ 56.751.175, e de R$ 79.489.379, para reestruturação das Carreiras e do Plano de Cargos da ANM; de R$ 96.867.072, de R$ 453.234.356, e de R$ 1.240.059.484, para o aumento da Policial Federal; de R$ 67.083.269, de R$ 318.086.498, e de R$ 937.874.143, para o aumento da Policial Rodoviário Federal; de R$ 12.986.134, de R$ 45.367.647, e de R$ 70.208.465, para criação da Carreira de Policial Penal Federal; de R$ 5.986.397, por ano, para criação da GPDEC. créditos: g1.globo.com

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Sergio Moro: por unanimidade, TSE rejeita recursos e mantém mandato do senador

Ministros da Corte Eleitoral analisaram pedidos para derrubar a decisão do TRE do Paraná, que absolveu Moro de acusações de abuso de poder econômico, caixa dois e uso indevido dos meios de comunicação. Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta terça-feira (21), recursos contra a decisão que absolveu o senador Sergio Moro (União Brasil-PR). Na prática o senador vai manter o mandato parlamentar. Prevaleceu o voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques. Votaram na linha do relator os ministros André Ramos Tavares, Cármen Lúcia, Nunes Marques, Isabel Gallotti, Raul Araújo e o presidente da Corte,Alexandre de Moraes. Após a decisão, Moro publicou uma mensagem em uma rede social onde comemorou a decisão. Segundo ele, diante do resultado, os votos que recebeu foram respeitados Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta terça-feira (21), recursos contra a decisão que absolveu o senador Sergio Moro (União Brasil-PR). Na prática o senador vai manter o mandato parlamentar. Prevaleceu o voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques. Votaram na linha do relator os ministros André Ramos Tavares, Cármen Lúcia, Nunes Marques, Isabel Gallotti, Raul Araújo e o presidente da Corte,Alexandre de Moraes. Após a decisão, Moro publicou uma mensagem em uma rede social onde comemorou a decisão. Segundo ele, diante do resultado, os votos que recebeu foram respeitados Voto do relator   Marques iniciou seu voto afirmando que o dever do julgador é se pautar por isenção e objetividade. Ao longo de uma hora e quarenta de voto, o ministro analisou cada acusação. O relator sustentou que, em relação às condutas que levam à inelegibilidade e tratam de irregularidades de gastos, elas ficam configuradas quando há “gravidade” e “relevância jurídica do fato apurado”. Em relação a uma das acusações — de irregularidades em gastos eleitorais — o ministro pontuou que “a aprovação das contas de um candidato com ressalvas não acarreta necessariamente cassação e inelegibilidade”. Marques considerou que não houve provas do uso indevido dos meios de comunicação. Sobre a suposta compra de apoio político, o ministro pontuou que, “em que pese as suspeitas sobre estes pagamentos, nem as alegações dos recorrentes, nem provas colhidas permitem um juízo isento de dúvida razoável sobre o fato”. Marques também não viu provas do desvio de finalidade, que teria ocorrido no suposto repasse irregular de recursos dos fundos partidário e de campanha. “Não há prova clara e convincente no tocante às alegações do desvio de finalidade”. “Condenar alguém pela prática de caixa 2 ou lavagem de dinheiro baseado apenas em suposições tampouco é conduta correta condizente à boa judicatura”, completou. Demais ministros   O ministro André Ramos Tavares foi o segundo a votar. Seguiu o relator. “Registro que o caso em julgamento é permeado por elemento probatório que, a meu ver, é frágil”, declarou o ministro. A ministra Cármen Lúcia apresentou o terceiro voto. Seguiu o posicionamento de Marques. Ressaltou, no entanto, os gastos realizados na pré-campanha. “O quadro que se mostra não é exatamente um modelo ético de comportamento na pré-campanha, que precisa ser levado em consideração”, declarou. créditos: g1.globo.com

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Brasil perdeu mais de R$ 480 bi com desastres naturais em 11 anos

Valor leva em conta as perdas nacionais entre 2012 e 2023 Os desastres naturais dos últimos 11 anos no Brasil tiveram um custo bilionário para o país. Segundo dados da Atlas de Desastres, que é organizado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o país perdeu R$ 485 bilhões nesse período.   O valor, que leva em conta as perdas nacionais entre 2012 e 2023, representa prejuízos públicos e privados com a destruição de escolas, hospitais, estradas, empresas e perdas agrícolas. Além dos danos materiais, que representam as perdas das pessoas, que precisam se reerguer do zero depois de tragédias como a de São Sebastião, em 2022. De acordo com o levantamento, o montante bilionário é resultado do aumento no número de extremos anunciado por pesquisadores e da falta de resposta em uma política pública de prevenção e de preparo para as mudanças. Outro levantamento, dessa vez feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre investimento em prevenção de desastres, mostra que o valor foi caindo ao longo dos últimos anos e representa uma pequena fatia diante dos prejuízos bilionários. Ou seja, o país investe mais para remediar, do que para prevenir. Segundo o g1, o que os pesquisadores alertam é que o custo para prevenir o desastre teria sido bem menor do que o montante perdido se houvesse atenção às mudanças climáticas. créditos: atarde.com.br

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Helicóptero do presidente iraniano sofre acidente neste domingo

Raisi, um aiatolá de 63 anos, é presidente do Irã desde 2021 Um helicóptero da Presidência iraniana sofreu um “acidente” neste domingo no noroeste do país. Ainda não se sabe se o presidente, Ebrahim Raisi, estava a bordo, anunciaram os meios de comunicação oficiais. “Algumas informações não confirmadas indicam que o helicóptero que transportava o presidente Raisi sofreu um acidente na província do Azerbaijão Oriental”, disse a televisão estatal, acrescentando que operações para localizá-lo estavam “em andamento”. A agência de imprensa oficial IRNA informou depois que Raisi, assim como o ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir-Abdollahian, estavam entre os passageiros. Raisi viajou neste domingo à província do Azerbaijão Oriental, onde inaugurou uma barragem ao lado do presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, na fronteira entre os dois países. A televisão estatal indicou que uma espessa neblina dificultava as buscas na região montanhosa. Raisi, um aiatolá de 63 anos, é presidente do Irã desde 2021. créditos:atarde.com.br

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Sem acordo em reunião, motoristas de empresa do transporte metropolitano mantêm greve

  Encontro entre representantes da categoria e da Avanço Transportes foi realizado na tarde deste sábado (18). Onze linhas que circulam por Madre de Deus, Candeias, Simões Filho, Camaçari, São Francisco do Conde e Santo Amaro deixaram de circular na sexta-feira (17).   O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários da Região Metropolitana de Salvador (Sindmetro) anunciou que não houve acordo com a empresa Avanço Transportes, após uma reunião com representantes das duas partes, realizada na tarde deste sábado (20). Com isso, está mantida, por tempo indeterminado, a greve que afeta o transporte coletivo em seis cidades da Região Metropolitana de Salvador (RMS), e prejudica 120 mil passageiros. Conforme a entidade, não houve progresso nas demandas discutidas, sendo a principal delas a questão da recomposição salarial. [Veja detalhes abaixo] No encontro, a empresa apresentou planilhas, demonstrando prejuízo financeiro. O g1 tentou contato com a Avanço Transportes, mas não conseguiu, até a última atualização desta reportagem. Além disso, segundo o sindicato, a Agerba também não apresentou nenhuma proposta para suprir as necessidades dos passageiros das cidades de Madre de Deus, Simões Filho, Candeias, São Francisco do Conde, Santo Amaro e Camaçari. Os profissionais alegam que a medida foi tomada após descumprimento de convenção coletiva por parte da Avanço. Uma nova rodada de negociações está prevista para a próxima quarta-feira (22) e o o sindicato comunicou que, até lá, “qualquer atitude em colocar empresas para operar as linhas sem comunicação ao Sindmetro acarretará na paralisação de todo o sistema”. As outras empresas que compõem o sistema metropolitano não paralisaram as atividades. De acordo com a categoria,outras cinco linhas da Avanço, que saem de Lauro de Freitas e que têm bairros de Salvador como destinos, operam normalmente. Veja abaixo as linhas da Avanço impactadas com a greve: Camaçari x Terminal Mussurunga; Camaçari x Simões Filho; Camaçari x Santo Amaro; Camaçari x Terminal Águas Claras; Camaçari x São Francisco do Conde; Candeias x Terminal Águas Claras; Candeias x Outlet Premium; Candeias x Simões Filho; Candeias x São Francisco do Conde; Madre de Deus – Candeias / Lauro de Freitas – via Simões Filho; Madre de Deus x Terminal Águas Claras. Veja abaixo as linhas da Avanço que operam normalmente: Vida Nova x Campo Grande; Vida Nova x Boca da Mata; Jambeiro x Estação Mussurunga; Areia Branca x Terminal Águas Claras; Hospital Metropolitano x Estação Aeroporto.   Impasse entre motoristas e empresa   De acordo com o Sindicato dos Rodoviários Metropolitanos, todas as empresas do sistema já fizeram os reajustes de 4,75% no salário, 5% no tíquete e 5% na cesta básica. A Avanço Transporte, no entanto, só teria concedido o benefício aos trabalhadores que operam nas linhas de Lauro de Freitas. Rodoviários em aviso prévio e anúncio de suspensão de linhas: entenda crise no transporte metropolitano de Salvador   Conforme o sindicato, os motoristas que trabalham em ônibus que percorrem Camaçari, Simões Filho, Candeias, São Francisco do Conde, Santo Amaro e Madre de Deus, ainda não tiveram os salários reajustados. A categoria afirma que a empresa alegou dificuldade financeira. Por esse motivo, decidiu devolver parte das linhas para à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), em abril deste ano. O que diz a Agerba   Em nota, a Agerba informou que, após uma mesa de negociação com o representante da Avanço Transportes, ficou acordado que a empresa tentaria um acordo com o sindicato para suspender a greve prevista para esta sexta. Conforme a agência de regulação, o representante da empresa se comprometeu a passar informações ao sindicato de uma forma que não causasse impactos negativos à população, nem a paralisação das atividades. A Agerba disse ainda que vai garantir que a população não saia em prejuízo, mas não detalhou quais medidas serão tomadas. Cronologia da crise no transporte metropolitano   O sistema de transporte público metropolitano enfrenta uma crise há pelo menos dois anos. 👉 Em 24 de janeiro de 2022, a empresa Viação Sol de Abrantes (VSA) encerrou as operações em oito linhas que atendem as cidades de Candeias, Camaçari e Simões Filho. Os passageiros foram pegos de surpresa e tiveram dificuldade para fazer deslocamentos. 👉 Já no dia 14 de março de 2022, os ônibus da empresa Bahia Transporte Metropolitano (BTM), que circulavam entre as cidades de Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, amanheceram sem rodar por falta de combustível. 👉 Sem o óleo diesel, cerca de 40 ônibus – que faziam 19 linhas – não saíram das garagem e a empresa decretou falência. 👉 No dia 1 de maio, a Costa Verde encerrou suas atividades na região metropolitana após 26 anos. A empresa alegou dificuldades financeiras. Cerca de 1.500 trabalhadores foram impactados com o fechamento da empresa. 👉 No dia 3 de maio, a empresa Atlântico anunciou a entrega de duas linhas para o dia 30 de maio. 👉 Em 14 de maio, a Avanço adiou pela segunda vez a devolução de linhas após uma reunião. Ficou decidido que a empresa suspenderá os serviços no dia 30. 👉Em 17 de maio, os trabalhadores entraram em greve por tempo indeterminado. Licitação para renovar frota   A licitação para renovação de frota dos ônibus que operam o sistema rodoviário metropolitano chegou ser prevista em 2017 e depois, em 2019, mas não aconteceu. No ano passado, a Agerba informou que, o processo não chegou a acontecer por causa da pandemia da Covid-19 e do aumento considerado dos custos. De acordo com a agência reguladora, todo o processo vai precisar ser revisto para adequar à nova realidade. A Agerba disse ainda que tem discutido com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) alternativas para o subsistema metropolitano, enquanto novos estudos para a licitação ficam prontos. créditos: g1.globo.com

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Chuvas no RS: setor produtivo gaúcho teme por sobrevivência de empresas e pede medidas como na pandemia; entenda

Mais de 94% de toda a atividade econômica do Rio Grande do Sul foi afetada pelas tempestades e cheias que atingem o estado. A tragédia que assolou o Rio Grande do Sul (RS) nas duas últimas semanas, com tempestades e cheias que mataram mais de 150 pessoas e deixaram milhares de desabrigados no estado, também deixa seus rastros na economia gaúcha. Com mais de 94% de toda a atividade econômica gaúcha tendo sido afetada pelas chuvas, o setor produtivo sinaliza temer pela sobrevivência das empresas — principalmente dos pequenos e médios negócios. Também indica a necessidade de medidas semelhantes às vistas na pandemia para auxiliar empresas no processo de recuperação e na manutenção do emprego no estado. Desde o início da tragédia, tanto o governo do estado quanto o federal anunciaram injeção de recursos e medidas para auxiliar as famílias e os empresários no processo de retomada. Os bancos também apresentaram uma série de iniciativas. (veja a lista mais abaixo) Demandas do setor produtivo   Apesar de as iniciativas anunciadas serem vistas como positivas, representantes da indústria e do comércio reforçam a necessidade de medidas voltadas para recuperar os polos empresariais e manter o nível de emprego no estado. “Ainda estamos na fase de acolhimento e de abrigo de pessoas, mas temos que pensar que logo em seguida virá a recuperação. E para isso estamos trabalhando fortemente com o governo, em busca de legislações parecidas com aquelas que aconteceram na pandemia”, afirmou o presidente da Fecomercio-RS, Luiz Carlos Bohn.   De acordo com os executivos do setor produtivo, elas envolvem a flexibilização do mercado de trabalho, com o adiantamento das férias, a redução da jornada, a possibilidade de suspensão de contratos e de compensação futura do banco de hora, entre outros. “Temos muitos pequenos negócios atingidos e o setor terciário perdeu muita força. E uma das grandes preocupações que temos nesse momento é como vamos manter as pessoas empregadas. Teremos muita dificuldade se não houver novas políticas públicas nesse sentido e empréstimos com recursos a fundo perdido”, completa Bohn. Na última quarta-feira (15), representantes de diversos setores da economia do estado se uniram para elaborar o chamado Programa de Recuperação Econômica e Social do Rio Grande do Sul, batizado de “Resgate-RS”. O projeto, entregue ao presidente Lula, sugere sete projetos legislativos que abrangem as esferas federal, estadual e municipal, com foco em medidas tributárias necessárias para a reconstrução da atividade econômica do estado. Segundo o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon) do RS, Bruno Lanzer, além das medidas de curto e médio prazo que estão sendo anunciadas e que são essenciais para permitir que o estado se recupere, também é preciso trazer iniciativas de longo prazo, “que venham no sentido de criar um sistema de proteção contra desastre naturais”. “Se não, ainda corremos o risco de o pessoal que trabalha nessas regiões afetadas, alguns que já sofreram com enchentes outras vezes, começar a se deslocar para outras regiões para não sofrerem de novo essa catástrofe. E isso seria uma perda para a economia do estado”, disse. Problemas de logística e impactos na cadeia de produção   Outro ponto levantado pelo setor produtivo gaúcho diz respeito aos problemas de logística e aos impactos na cadeia de produção trazidos pelas enchentes no RS. Isso porque além de todos os ativos colocados a prejuízo — com muitas empresas e indústrias tendo perdido estoques, máquinas e equipamentos — o setor ainda enfrenta um grande problema de transporte daquilo que conseguiu ser salvo, uma vez que a maior parte do trajeto de comunicação entre as cidades também foi destruído. “A gente ainda não sabe o que vai encontrar quando a água baixar completamente. A maior parte das indústrias está sem trabalhar, sem vender, sem receber, sem matéria-prima para produzir, estão embaixo da água. E aqueles 5% que conseguem faturar algo, têm problema de deslocamento de seus produtos”, disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Arildo Bennech Oliveira.   O executivo ainda reforça a necessidade de medidas por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), citando empresas perto do Rio Taquari, que viveram a terceira enchente em menos de um ano. “Vou dar um exemplo de uma empresa de cosméticos no Vale do Taquari. Para ter uma ideia, na primeira e na segunda enchentes a fábrica ficou quase destruída. Eles gastaram muito para recompor o lugar, pegaram empréstimo junto ao BNDES para ajudar. E hoje a empresa não existe mais porque a água levou tudo de novo”, contou Oliveira. Além disso, ainda há preocupação sobre como a falta de produtos e insumos e as dificuldades nas cadeias logística e de produção podem afetar a inflação — não só da região, mas do país. Na quinta-feira (16), por exemplo, o Ministério da Fazenda informou que piorou suas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) para este ano. A estimativa passou de 3,50% em março para 3,70% na previsão atual. De olho na recuperação   Apesar de o prejuízo ainda não ter sido completamente contabilizado pelas famílias e empresas gaúchas, a esperança e estimativa dos representantes da indústria é que alguns setores consigam se recuperar primeiro e mais fortemente uma vez que a recuperação do estado comece a despontar. “Setores ligados à reconstrução [do estado], como construção civil e alguns setores o varejo voltado para linha branca, podem ser beneficiados. O resto vai depender da rapidez e eficiência que veremos para conseguir ligar os pontos de comunicação do estado que estão quebrados”, disse Lanzer, do Corecon-Rs.   Além disso, os executivos também preveem uma recuperação mais rápida por parte dos segmentos com maior presença no RS. Nesse sentido, para o presidente da FIERGS, a previsão é que as indústrias metalmecânica, de alimentação e moveleira, de forte atuação no estado, possam ter uma recuperação mais rápida. “Mas precisamos ver como conseguiremos reativar essas indústrias e ainda estamos muito preocupados com os MEIS [microempreendedores individuais] e pequenas empresas.

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Ônibus intermunicipais e estaduais que circulam pela Bahia terão que disponibilizar cadeirinhas e bebês conforto para crianças

Lei foi sancionada pelo governador Jerônimo Rodrigues após aprovação na Alba. Agerba negocia processo de adaptação das empresas Empresas de ônibus intermunicipais e estaduais que circulam pela Bahia terão que disponibilizar assentos infantis e bebês conforto para crianças. A medida foi determinada por lei, aprovada na Assembleia Legislativa (Alba) e depois sancionada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Cada ônibus terá que reservar no mínimo quatro assentos para instalação dos equipamentos da seguinte forma: dois para bebê conforto, usado por crianças de até um ano de idade ou 13kg dois para cadeirinhas, usadas por crianças de 1 a 7 anos e meio.A fiscalização ficará por conta da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba). Antes de dar início ao trabalho, a Agerba negocia o processo de adaptação das empresas à nova lei. Passada essa etapa, a fiscalização será feita em terminais rodoviários, na saída dos veículos e em blitz realizadas nas estradas. As organizações que descumprirem as determinações terão que pagar multa de dois a quatro salários mínimos. créditos: g1.globo.com  

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Auxílio de R$ 5,1 mil, saque do FGTS e ampliação do Bolsa Família: veja medidas do governo para afetados pela tragédia no RS

Ações foram anunciadas em cerimônia no estado, nesta quarta-feira (15). Governo também criou secretaria extraordinária com status de ministério para coordenar reconstrução do estado. O governo federal anunciou nesta quarta-feira (15) uma série de medidas para famílias afetadas pela chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul. Até esta tarde, a tragédia tinha deixado 149 pessoas mortas e 617,7 mil fora de casa. As ações foram anunciadas em cerimônia no estado, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de ministros, e do governador Eduardo Leite (PSBD). No evento, o governo também criou uma secretaria extraordinária, com status de ministério, para coordenar a reconstrução do estado, sob comando do ministro Paulo Pimenta. Entre as medidas, estão um auxílio de R$ 5,1 mil para compra de móveis e eletrodomésticos, além de saque de até R$ 6,2 mil do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e inclusão de 21 mil famílias no Bolsa Família. Veja abaixo: Auxílio Reconstrução de R$ 5,1 mil:   Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o dinheiro será transferido pela Caixa Econômica Federal via Pix para a compra de móveis e eletrodomésticos. Costa afirmou que a confirmação do direito ao benefício será feita por meio do endereço, se o local foi afetado pela chuva. De acordo com o ministro, os interessados devem manifestar o interesse no benefício e a checagem do endereço será feita pelas autoridades. A expectativa do governo é conceder o valor a 200 mil famílias. O montante destinado à medida é de R$ 1,2 bilhão. Saque do FGTS:   O governo anunciou que moradores dos locais atingidos, em que houve declaração de estado de calamidade ou emergência, poderão fazer um saque de até R$ 6.220do FGTS. O ministro Rui Costa informou que também foi derrubada a obrigatoriedade de intervalo de 1 ano entre os saques. Isso porque famílias da região do Vale do Taquari, por exemplo, foram afetadas pelas chuvas há poucos meses e, com a regra, ficariam impedidas de fazer uma nova retirada. Antecipação e ampliação do Bolsa Família:   O governo anunciou que vai pagar, em 17 de maio, o Bolsa Família para os atingidos pela tragédia no estado. Antes, o pagamento estava previsto para ocorrer entre 17 e 31 de maio. Além disso, mais 21 mil famílias que preenchem os requisitos do programa no Rio Grande do Sul entrarão na folha de pagamento de junho, segundo o governo. O Ministério do Desenvolvimento Social afirma que seguirá identificando outras famílias que cumpram os requisitos. Antecipação do abono salarial:   O governo vai antecipar para maio o pagamento do abono salarial 2024 para trabalhadores que tenham direito ao benefício, de até um salário mínimo. Geralmente, o valor é liberado ao longo do ano, de acordo com a data de nascimento do beneficiário. Para ter direito à antecipação, é preciso que o estabelecimento empregador do trabalhador esteja nos municípios com reconhecimento federal de calamidade ou emergência. Liberação de duas parcelas adicionais do Seguro-Desemprego:   Segundo o governo, as duas parcelas extras serão disponibilizadas para desempregados que já estavam recebendo o benefício na data do reconhecimento federal de calamidade pública. Antecipação da restituição do Imposto de Renda:   Segundo o governo, os moradores do Rio Grande do Sul vão receber a restituição do Imposto de Renda em 31 de maio, no primeiro lote de pagamentos. A estimativa é que a liberação atinja R$ 1,1 bilhão. Moradia:   O governo afirmou que vai comprar casas nas regiões atingidas para dar às famílias que perderam suas residências. “O presidente Lula está garantindo que as casas que foram perdidas na enchente, aquelas que se encaixam dentro do perfil do Minha Casa Minha Vida 1, Minha Casa Minha Vida 2, dentro do mesmo padrão de renda, 100% destas famílias terão suas casas garantidas de volta pelo governo federal”, afirmou o ministro Rui Costa. Segundo o ministro, o governo pretende comprar imóveis usados e em construção para entregar às famílias, além de propriedades que iriam a leilão. Também pretende aproveitar propostas não utilizadas no programa Minha Casa, Minha Vida, além de fazer novas seleções na iniciativa. Financiamento habitacional:   O governo anunciou a suspensão, por seis meses, das parcelas mensais de residências adquiridas pelo programa Minha Casa, Minha Vida ou financiadas por meio do FGTS. Também disse que vai aumentar, de 6 para 12 meses, o prazo para uso do FGTS com fim de pagar parcelas atrasadas. Calamidade no RS   As chuvas e cheias de rios alagaram cidades, destruíram casas e bloquearam rodovias. Porto Alegre e cidades da região metropolitana continuam alagadas. Desde o início das chuvas e das cheias, há duas semanas, Lula reuniu ministros e fez uma série de anúncios de medidas de socorro ao Rio Grande do Sul, como: Decreto de calamidade, aprovado pelo Congresso; Abertura de linhas de crédito para empresas e produtores rurais; Antecipação do pagamento de benefícios; Liberação de R$ 5 bilhões para ações emergenciais de ministérios; Carências no pagamento de financiamentos; Projeto que suspende pagamento da dívida do RS com a União por três anos.   O governo federal liberou recursos emergenciais, para atendimento imediato das vítimas, e também discute um pacote bilionário para reconstruir a infraestrutura gaúcha. O governo do estado estima esse custo em, pelo menos, R$ 19 bilhões. Créditos: g1.globo.com

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Prefeitura de cidade da região metropolitana de Salvador inicia cadastramento de terreiros

O objetivo é compreender a quantidade de terreiros que há no município. A Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Afirmativas, Direitos Humanos e Promoção da Igualdade Racial (SEPADHIR), inicia, nesta segunda-feira (13), o cadastro de terreiros do município. Os interessados podem se dirigir de segunda a sexta, das 9h às 13h30, à Superintendência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SUPPIR), localizada no Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, em Lauro de Freitas. Segundo o superintendente da SUPPIR, Adilton Ferreira, o cadastramento tem como objetivo compreender a quantidade de terreiros que há no município. “Fala-se de 400, 500 terreiros, mas não se tem esse número atualizado. Então vamos conhecer o universo de quantos terreiros nós temos, validar esses templos religiosos para efeito de benefícios fiscais e identificar toda relação que existe da regularização fundiária, que é necessário ser feito”, comenta.“ O cadastramento atende o decreto municipal n°5062 de 28 de julho de 2022, que visa reconhecer os templos de matrizes religiosas como organizações religiosas. Documentação necessária   ✅ Dados de identificação e localização do Terreiro, através do comprovante de residência. ✅ Os dados de identificação do responsável ou representante legal, como RG, CPF ou procuração. ✅ Comprovante de registro de reconhecimento junto aos órgãos Estadual, Municipal e/ou Federal As inscrições seguirão até 29 de junho. Outras informações podem ser obtidas no e-mail: ➡️suppir-sepadhir@laurodefreitas.ba.gov.br Créditos:g1.globo.com.br

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Medição da tarde desta quinta-feira (9) apontou 4,90 metros; cota de inundação é de 3 metros. Número de pessoas foram de casa no estado foi a 395 mil, segundo último boletim da Defesa Civil. O nível do Guaíba, em Porto Alegre, baixou para 4,90 metros pela primeira vez desde sábado (4), conforme medição feita às 15h30 desta quinta-feira (9) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) no Cais Mauá. Mesmo com a redução, o Guaíba segue mais de 2 metros acima da cota de inundação (3 metros). Apesar disso, a água que avançava sobre as ruas da capital aparenta estar estável e até recuando em algumas regiões, segundo moradores que tem monitorado o nível dos alagamentos onde vivem. O mais recente boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que subiu para 107 o número de mortos em razão dos temporais que atingem o estado. A atualização desta quinta-feira (9) aponta que há um óbito sendo investigado. A atualização das 18h do boletim da Defesa Civil apontou para altas nos números de desalojados e de feridos, que dobraram. Às 12h, havia a contagem de 232,6 mil pessoas fora de casa. Às 18h, o número foi para 395,6 mil, sendo 68.519 em abrigos e 327.105 desalojadas (que estão na casa de amigos e parentes). Mais cedo, o estado somava 374 feridos. Na última atualização, o número foi para 754. O estado registra 134 desaparecidos. São 431 dos seus 497 municípios com algum relato de problema relacionado ao temporal, com 1.742 milhão de pessoas afetadas. A área central de Porto Alegre mais próxima do Guaíba ficou completamente alagada após o lago transbordar. O aeroporto e a rodoviária não estão operando por estarem tomados por água. créditos: g1.globo.com

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