Nº de pessoas fora de casa chega a 395 mil no RS; Porto Alegre tem dia sem chuva, e Sul do estado sofre após Lagoa dos Patos transbordar

Estado soma 107 mortos e 134 desaparecidos. Números de desalojados e de feridos praticamente dobraram. Ao todo, mais de 1,7 milhão de pessoas foram afetadas pela tragédia. O número de pessoas fora de casa pelos temporais que atingem o RS desde 29 de abril chegou a 395,6 mil, nesta quinta-feira (9). Segundo o último boletim da Defesa Civil, o estado somava 107 mortes em razão das cheias. No boletim das 12h, havia a contagem de 232,6 mil pessoas fora de casa. Às 18h, o número foi para os atuais 395,6 mil; sendo 68.519 pessoas em abrigos e 327.105 desalojadas, ou seja, pessoas que estão na casa de amigos e parentes. Mais cedo, o estado somava 374 feridos. Na última atualização, o número foi para 754. O estado ainda registra 134 desaparecidos. Esses aumentos ocorreram porque os municípios estão voltando a ter acesso aos sistemas de notificação e, com isso, estão conseguindo inserir os dados de danos humanos em decorrência da tragédia, explica a Defesa Civil. São 431 dos seus 497 municípios com algum relato de problema relacionado ao temporal, com 1,7 milhão de pessoas afetadas. Óbitos confirmados: 107 Óbitos em investigação: 1 Feridos: 754 Desaparecidos: 134 Pessoas em abrigos: 68.519 Desalojados: 327.105 Municípios afetados: 431 Afetados: 1.742.969 O governo do estado divulgou uma tabela com a lista de mortos e desaparecidos por cada município. O RS tem 128 pontos de estradas bloqueados e 363 mil pessoas sem luz(confira a situação dos serviços no estado aqui). Porto Alegre não registrou chuvas durante o dia, que foi marcado pelo resgate do cavalo ilhado em um telhado em Canoas e pelo aumento do nível da Lagoa dos Patos no sul gaúcho. créditos: g1.globo.com

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Governador promete policiamento ostensivo para evitar saques e golpes no RS: ‘Vamos por ordem no estado’

Governador garante reforço na segurança pública com a chegada de 100 homens da Força Nacional nesta quarta-feira (8). RS soma 95 mortos e mais de 100 desaparecidos em razão dos temporais. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), prometeu policiamento ostensivo e “força total”para enfrentar a série de saques e golpes no estado. O político espera a chegada de 100 homens da Força Nacional para esta quarta-feira (8) e autorizou a convocação de policiais da reserva para reforçar a segurança pública. “Vamos colocar força total para a segurança pública. Vamos por ordem no estado. Vamos prender aqueles que usam o momento dramático para dar golpes ou cometer crimes”, assegurou Leite.   As chuvas que atingem o Rio Grande do Sul já somam 95 mortos, 131 desaparecidos e 372 feridos, segundo a Defesa Civil. O boletim divulgado nesta terça-feira (7) ainda aponta que há outros 4 óbitos sendo investigados. Em meio aos esforços para o resgate das pessoas em áreas inundadas, a população e os voluntários sofrem com uma onda de insegurança, com saques a estabelecimentos, assaltos, ameaças e ataque a embarcações de resgate. A Brigada Militar informa que já efetuou 32 prisões desde segunda-feira (6). Durante as ações contra vandalismo, invasões e danos ao patrimônio, houve prisões em Porto Alegre, Montenegro, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Canoas, Bento Gonçalves e Ivoti. Leite solicitou ao Ministério da Justiça o apoio de 400 integrantes da Força Nacional e 120 viaturas para auxiliar nos salvamentos e no combate ao crime. A expectativa é que um efetivo de 100 pessoas chegue ao RS nesta quarta-feira. Os demais têm chegada prevista para os próximos dias. O governo do estado autorizou, além de pagamento de hora-extra, um edital imediato para a convocação de mil policiais que estão aposentados. Eles não poderão trabalhar nas ruas, mas podem atuar, por exemplo, nos abrigos públicos, medida que liberaria parte do efetivo para as ruas. “100% do efetivo da segurança pública nas ruas. Suspendemos férias e licenças. Policiais de áreas administrativas foram designadas para as ruas. Dividimos localidade mais críticas para que haja ostensividade e segurança. A ordem é 100% polícia na rua”, afirma Sandro Caron, Secretário de Segurança Pública. Polícia investiga casos de fake news   A Polícia Civil investiga oito casos de divulgação de notícias falsas sobre os temporais que já deixaram 95 mortos no Rio Grande do Sul. De acordo com o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, pessoas se apropriam da crise para conseguir vantagens financeiras. VEJA O QUE É #FATO ou #FAKE Na tarde de terça-feira (7), o governo divulgou nas mídias sociais as principais mentiras que são repercutidas para obter acessos e, consequentemente, vantagens nas publicações: Não há exigência de nota fiscal para realizar doações Veículos de salvamento não estão sendo multados Não há obrigação de licença para pilotar barcos e jetskis em operações de salvamento Não há fiscalização de marmitas pelo Piratini O pix habilitado pelo governo não vai para um caixa da gestão   O secretário da Segurança Pública do estado, Sandro Caron, afirma que as forças de segurança apuram possíveis responsáveis e buscam responsabilizá-los. “Estamos aqui para fazer mais um apelo à população gaúcha para que a gente combata as fake news. Infelizmente no meio dessa grande crise temos algumas pessoas que vem tentando usar perfis de internet para obter algum tipo de ganho financeiro”, disse. Golpe do pix   Assim como as notícias falsas, um tipo de golpe virtual também foi registrado pelo estado. Fraudadores divulgam nas mídias sociais uma arte semelhante à do governo contendo um QR Code para doação. Porém, simula informações do Piratini, com dados de um terceiro. O governador Eduardo Leite (PSDB) se manifestou em uma declaração à imprensa nesta terça-feira (7) ao atualizar a situação do estado. Ao realizar a doação, a chave do destinatário que aparece é SOS Rio Grande do Sul e o banco Banrisul. “Manteremos a ordem no estado e vamos prender e dar consequência para todos aqueles que usam o momento dramático como esse para golpes ou praticar crimes no momento de fragilidade, de vulnerabilidade”, afirmou. Créditos: g1.globo.com.br

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Polícia flagra supermercado sendo saqueado em Porto Alegre; veja vídeo

A ação de criminosos é facilitada em áreas alagadas pelo fato de a água ter expulsado ocupantes de casas, lojas e depósitos Vídeo de saques a lojas, ameaças a socorristas e ataques a barcos estão ganhando repercussão nas redes sociais durante a tragédia causada pelas inundações em Porto Alegre, região metropolitana e em boa parte do Rio Grande do Sul. Nesta segunda-feira, a polícia flagrou pessoas saqueando o supermercado Atacadão, no bairro Humaitá, em Porto Alegre. A ação de criminosos é facilitada em áreas alagadas pelo fato de a água ter expulsado ocupantes de imóveis e estabelecimentos comerciais. Nas imagens, compartilhadas no X, o policial exige que pessoas deixem o supermercado. Em um determinado, um dos militares pede que o homem que saia da loja deixe a mochila no local. Larga tudo. Larga e vem — diz o policial. Em seguida, ele faz um disparo em direção da água. — Está um caos e você está assaltando. — afirma o militar. Veja o vídeo: A Secretaria da Segurança do Estado anunciou que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Brigada Militar, uma unidade destinada a ações estratégicas, assumirá o patrulhamento ostensivo para coibir a ação de bandidos. Voluntários inseguros   Em Canoas, alguns voluntários desistiram do trabalho durante a noite, segundo a BBC, entre sexta-feira e domingo, por conta da insegurança. De acordo com a Brigada Militar, dos 30 barcos civis que participavam de ações de resgate no sábado, somente 20 haviam voltado à atividade no domingo. Diante da situação, o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) da Brigada Militar, responsável pelos municípios de Canoas, Nova Santa Rita, Esteio e Sapucaia do Sul, começou a patrulhar emergencialmente a área alagada com dois barcos. Na madrugada de domingo, dois homens tentaram abordar uma das embarcações que levava os policiais militares no bairro Mathias Velho, em Canoas, sem perceber que havia agentes fardados e armados a bordo. Segundo a BBC, a Brigada afirmou que o incidente foi isolado e que desde então não houve novas ocorrências na região no fim de semana. —Foi um bote no bote errado, com perdão do trocadilho — ironizou o comandante do CPM, coronel Márcio de Azevedo Gonçalves, em entrevista à BBC News Brasil. créditos : extra.globo.com

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Internacional, Grêmio e Juventude pedem suspensão de jogos por 20 dias por conta das enchentes no Rio Grande do Sul

Clubes gaúchos fizeram apelo à CBF por meio do presidente da FGF. Luciano Hocsman Representantes do Rio Grande do Sul na Série A, Internacional, Grêmio e Juventude, em conjunto, pediram formalmente em ofício à CBF, entidade máxima do futebol brasileiro, a paralisação por 20 dias das suas partidas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, por conta das enchentes que colocaram o Rio Grande do Sul em estado de calamidade pública. Por meio do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman, os clubes afirmam que ‘a prioridade do momento é de apoio aos necessitados e as vítimas das enchentes no estado, e a restauração do mínimo de infrestrutura necessária para garantir a segurança de todos aqueles que participam de um evento esportivo’. O CT Parque Gigante, local onde o Internacional faz seus treinamentos, foi atingido pela cheia do Lago Guaíba, que chegou a incríveis 4,50 metros na última sexta-feira. Além do Inter, o Grêmio também viu suas dependências serem atingidas pela enchente, principalmente seu estádio, que está com o gramado completamente alagado. Na última semana, a CBF adiou os jogos de Internacional e Grêmio pela Copa do Brasil, e também pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. A CONMEBOL também adiou os duelos de Inter e Grêmio pela Sul-Americana e Libertadores, respectivamente. créditos: Extra.globo.com

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Pacheco anuncia comissão para propor medidas contra crise no RS: ‘Absoluta prioridade’

Colegiado será composto pelos três senadores gaúchos e mais cinco parlamentares. Auxílios emergenciais e suspensão da dívida do estado com a União são ações em discussão. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou nesta segunda-feira (6) a criação de uma comissão externa destinada a propor medidas contra a crise provocada pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul. O colegiado será composto pelos três representantes do estado no Senado – Paulo Paim (PT-RS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Ireneu Orth (PP-RS) – e outros cinco parlamentares. “Decidimos criar uma comissão temporária externa, para acompanhar o tema. Nós vamos instituir esse grupo, através da comissão, que terá, como membros, a bancada do Rio Grande do Sul, e uma indicação de cada bloco. Serão oito membros, portanto”, afirmou Pacheco. Segundo o presidente do Senado, caberá ao colegiado centralizar propostas voltadas à recuperação do estado. A comissão também fará visitas ao estado para identificar ações que possam ser tomadas e para acompanhar o trabalho das autoridades nas cidades atingidas. “É importante dizer que essa passa a ser uma absoluta prioridade do Senado para mitigar os efeitos. É possível reconstruir o estado com medidas que espero que sejam ágeis. Primeiro ato de hoje é a instalação desse grupo, que ficará a cargo de analisar todas essas medidas”, afirmou Pacheco.   No último domingo (5), em visita ao estado, Pacheco e o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), defenderam a aprovação de projetos que abram caminho para restauração das quase 350 cidades afetadas pela catástrofe climática. À imprensa, nesta segunda, Pacheco voltou a dizer que o cenário no Rio Grande do Sul impõe “medidas excepcionais e atípicas”. Segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil do estado, 83 pessoas morreram durante as enchentes. Quatro mortes ainda são investigadas, e 111 pessoas ainda estão desaparecidas. “Essa situação do Rio Grande do Sul não tem base de comparação. Não há precedente porque o estado foi afetado. Não tem nem como deslocar as pessoas, não tem como dividir esforços. É algo sem precedentes. Não podemos esbarrar em excesso de burocracia e limitações impostas por instrumento de normalidade”, disse o presidente do Senado.   O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou, nesta segunda, uma PEC nesse sentido. O texto estabelece, por exemplo, que o governo pode adotar medidas que representam aumento de gastos sem indicar a fonte dos recursos ou a compensação orçamentária. Segundo Pacheco, a proposta ainda será estudada. Ele lembrou que ainda está em vigor um decreto de calamidade pública decorrente das enchentes no RS no ano passado. E que a ferramenta legislativa pode ser utilizada para reduzir os efeitos da atual crise no estado. Alinhamento com a Câmara   O presidente do Senado afirmou que as propostas a serem discutidas pela Casa devem ter “convergência” com a Câmara e com os governos federal e estadual. Segundo ele, a resposta do Congresso à crise precisa precisa ser dada com medidas “ágeis”. Nesta segunda, Pacheco e Lira devem se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir ações para mitigar a crise no Rio Grande do Sul. Lira também deverá se reunir, ainda nesta tarde, com lideranças partidárias da Casa para avaliar propostas que poderão prosperar na Câmara. “Nós vamos alinhar o Senado com a Câmara. Teremos uma ação uniforme nesse caso do Rio Grande do Sul”, declarou Rodrigo Pacheco. Créditos: g1.globo.com

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STJ decide quando print da tela de celular serve como prova em processos

A 5ª Turma se manifestou sobre o tema durante o julgamento de um habeas corpus A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu, por unanimidade, não serem válidas provas obtidas a partir de um celular quando não forem adotados procedimentos que assegurem a integridade dos dados. Com essa conclusão, o colegiado determinou que capturas de tela de WhatsApp obtidas pela polícia em um celular não serviriam como prova em uma investigação sobre uma organização criminosa com a qual o dono do aparelho teria envolvimento. Após a primeira instância atestar a validade das provas, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte referendou a condenação do réu a quatro anos e um mês de prisão. O argumento era que não havia indício de manipulação dos dados. A defesa, então, acionou o STJ e alegou que a extração de dados partiu do Departamento de Investigações sobre Narcóticos, o Denarc, quando deveria ter ocorrido sob responsabilidade do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, o Gaeco. Para o relator do caso, ministro Joel Ilan Paciornik, é indispensável documentar todas as fases do processo de obtenção das provas digitais, com critérios definidos e indicação de quem foi responsável pelas etapas de reconhecimento, coleta, acondicionamento, transporte e processamento. No processo em discussão, porém, Paciornik avaliou que a análise dos dados se deu a partir de uma consulta direta ao celular, sem o uso de máquinas para extrair os dados. Assim, seria impossível confirmar a idoneidade das informações obtidas. Sob o entendimento de que a quebra da cadeia de custódia causou prejuízos evidentes e tornou a prova digital imprestável, a 5ª Turma acompanhou o relator, concedeu o habeas corpus e mandou a primeira instância verificar se há outras provas capazes de sustentar a condenação. créditos: CartaCapital.com.br

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Presidente do TRE-SP avalia conduta de Lula como ‘irregular’

Para presidente do TRE-SP, Lula fez propaganda eleitoral antecipada presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Silmar Fernandes, avaliou como “irregular” o discurso de Lula durante ato no dia do trabalho, em São Paulo. Lula pediu votos para o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL). Após outros pré-candidatos entrarem na Justiça Eleitoral, o vídeo da transmissão foi excluído do canal oficial do presidente no YouTube. ” Isso não é novidade. Não foi o primeiro que fez isso e nem será o último, infelizmente. Eu não vou entrar em detalhes a respeito. Houve uma decisão do juiz da 2ª Zona Eleitoral da capital que determinou a retirada desse material do ar justamente porque ele, em tese, evidencia uma propaganda antecipada. Isso desequilibra o pleito”, disse o presidente do TRE-SP, em entrevista à CNN. De acordo com o calendário eleitoral de 2024, a propaganda eleitoral pode ser feita a partir de 16 de agosto, data posterior ao término do prazo para registro de candidaturas. créditos: atarde.com.br

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Temporal no RS: sobe para 31 o número de mortos

Defesa Civil registra 29 mortes. Outras mortes foram confirmadas por prefeituras, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e órgãos locais. Estado tem 60 pessoas desaparecidas e 36 feridas. Subiu para 31 o número de vítimas em decorrência dos temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde a segunda-feira (29). A Defesa Civil registra 29 mortes. As outras mortes foram confirmadas por prefeituras, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e órgãos locais. A Defesa Civil afirma que há 60 desaparecidos e 36 feridos. O órgão soma cerca de 14,8 mil pessoas fora de casa, sendo 4.645 pessoas em abrigos e 10.242 desalojados. Ao todo, 154 dos 496 municípios do RS registraram algum tipo de problema, afetando 71,3 mil pessoas. Mortes confirmadas pela Defesa Civil: 29 Canela (2) Candelária (1) Caxias do Sul (1) Bento Gonçalves (1) Boa Vista do Sul (2) Paverama (2) Pantano Grande (1) Putinga (1) Gramado (4) Itaara (1) Encantado (1) Salvador do Sul (2) Serafina Corrêa (2) Segredo (1) Santa Maria (2) Santa Cruz do Sul (2) São João do Polêsine (1) Silveira Martins (1) Vera Cruz (1) créditos: g1.globo.com.br

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Ministério Público pede condenação de ministro de Lula por abuso de poder em eleição

Parecer do Ministério Público Eleitoral em Alagoas pede a condenação do ministro dos Transportes, Renan Filho, e do governador de Alagoas, Paulo Dantas, ambos do MDB, por suposto abuso de poder econômico nas eleições de 2022. A peça da Procuradoria conclui que houve uso da máquina pública com fins eleitorais na implementação, no fim de 2021, de um programa de incentivos financeiros para manutenção na escola de alunos de ensino médio, com bolsas e premiações. O órgão também pede a condenação do ex-secretário de Educação de Alagoas e atual deputado federal, Rafael de Brito (MDB). Procurados pela Folha, todos negam irregularidades. O documento foi assinado na segunda-feira (29) e levado ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do estado. Segundo a investigação, o Governo de Alagoas burlou regras para iniciar pagamentos ainda em dezembro de 2021 em uma tentativa de escapar da legislação que veda o início da oferta de benefícios como esse em ano eleitoral. O programa, segundo argumenta o documento, seria de caráter gratuito, exigindo-se tão somente o preenchimento de requisitos pelos beneficiários —não havendo, assim, contrapartidas, o que poderia configurar exceção à vedação prevista em lei. A conclusão é pela inelegibilidade e cassação do diploma de Paulo Dantas e Rafael Brito. A Renan Filho, somente a inelegibilidade. Renan Filho, hoje ministro do governo Lula (PT), era governador quando a manobra apontada foi realizada. Paulo Dantas assumiu o governo em maio de 2022, quando Renan Filho se licenciou para a eleição, e manteve os pagamentos ao longo do ano. O programa batizado de Escola 10 foi uma das bandeiras eleitorais de Renan ao Senado, Brito à Câmara e Dantas ao governo, cargos para os quais foram eleitos. Renan Filho está licenciado enquanto é ministro. O Ministério Público afirma que as condutas impactaram no resultado eleitoral. O documento da Procuradoria não se debruça sobre a efetividade ou qualidade da política pública, mas, sim, nas supostas irregularidades na implementação. “É fácil perceber que houve verdadeiro atropelo nas etapas orçamentárias de execução da despesa (empenho, liquidação e pagamento) para culminar no pagamento (execução financeira) dos benefícios, tudo com o fim de fazer transparecer que o programa “Bolsa Escola 10″ teria execução orçamentária em 2021”, diz trecho do parecer. A lei que criou o programa é de 10 de dezembro de 2021. Para que ele estivesse em execução neste mesmo ano, e assim configurasse ação já em andamento, o governo de Alagoas acelerou os pagamentos a alunos. As transferências ocorreram entre os dias 24 e 30 de dezembro, em valor total de R$ 18 milhões. A investigação aponta, no entanto, que houve burla às previsões legais para liberação de recursos. Não houve empenho em alguns dos pagamentos e todos não passaram pelas fases de liquidação e ordem de pagamentos. Há também empenhos, que são a primeira fase da execução orçamentária, anteriores a seu respectivo processo administrativo. “Vê-se claramente que o governo do estado de Alagoas lançou mão de expedientes administrativos irregulares com o fim principal de afastar a incidência da conduta vedada”, diz o parecer. Além disso, é apontado que o governo alterou, sem previsão legal anterior, o escopo do programa. Ampliou-se para todos os alunos de ensino médio, embora a lei previa que só estudantes em situação de vulnerabilidade deveriam ser atendidos —posteriormente, a legislação foi atualizada para que o programa se tornasse universal. “Para o Ministério Público Eleitoral, portanto, a partir do que consta nos autos, restou plenamente configurada a conduta vedada”, diz o texto, “uma vez que Renan Filho, enquanto governador de Alagoas, permitiu o uso promocional do programa social em benefício de pré-candidatos, bem como Paulo Dantas e Rafael Brito autorizaram/fizeram uso promocional em favor de suas próprias candidaturas, da distribuição de incentivos financeiros aos alunos da rede pública estadual de ensino em ano eleitoral.” Em nota, Renan Filho, Paulo Dantas e Rafael Brito argumentam que o Escola 10 não pode ser configurado como iniciativa de “distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública”. Segundo nota do governador de Alagoas e do deputado Rafael Brito, “o programa estabelece contrapartidas que devem ser cumpridas pelos estudantes para terem direito ao recebimento” dos valores previsto pela política. “O programa Escola 10 é uma política de Estado de enfrentamento à evasão escolar, com condicionantes de desempenho. Portanto, não se trata de um programa de doação”, diz nota de Renan Filho. O Ministério Público Eleitoral em Alagoas, por sua vez, entende que o programa exige o cumprimento de requisitos, como frequência escolar, e isso não poderia ser entendido como contrapartidas. O projeto de Alagoas prevê aos jovens que retornam à escola um pagamento de R$ 500, contanto que estejam com o ciclo vacinal completo. Além disso, há uma bolsa mensal de R$ 100 caso haja frequência mínima de 90% nas aulas e premiação de R$ 2.000 aos concluintes. A política foi uma das que inspiraram o governo Lula a criar o Pé-de-Meia, que também prevê bolsas e poupança para alunos do ensino médio. É uma das principais aposta da gestão na área da educação. Renan Filho também é alvo de outra iniciativa do Ministério Público, que já pediu cassação de seu diploma. Conforme o documento enviado ao TRE alagoano, Renan foi beneficiado pelo uso indevido da máquina pública nas eleições de 2022 por intermédio do programa do governo estadual Pacto Contra a Fome, de distribuição de cestas básicas.   créditos: política livre.com.br

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Alba promulga lei que proíbe cobrança de taxas para emissão de diploma

Emissão documental passa a ser obrigações institucionais, seja o estabelecimento privado ou público A cobrança de taxas para emissão de diplomas na Bahia agora foi proibido. Promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Adolfo Menezes (PSD), no dia 4 de abril de 2024, a Lei nº 14.664/2024 veta a arrecadação, pelas instituições educacionais, de valores de emissão de registro de diplomas e outros documentos comprobatórios acadêmicos e escolares, no âmbito do Estado da Bahia. De autoria do deputado Pedro Tavares (UB), foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do Legislativo no dia seguinte à promulgação. A proposta tramitou na Casa com o nº 21.835/2016, tendo sido aprovado no plenário e pelas comissões de Constituição e Justiça; de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público; de Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho; e de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle. Seu texto veda a cobrança “da primeira emissão de documentação comprobatória do curso de nível fundamental, médio e superior, bem como da primeira via de documentação comprobatória das atividades acadêmicas oferecidas aos estudantes nelas matriculados ou formados”. Também define, em seu parágrafo único, como sendo documentação comprobatória os diplomas, certificados, históricos escolares, certidões e declarações acadêmicas e escolares em geral, como os que atestam programas de curso, horários e turno de aulas, estágio, planos de ensino, negativas de débito na instituição e na biblioteca, disciplinas cursadas, para transferência, colação de grau, de conclusão de curso, atestados de natureza acadêmica ou escolar e assemelhados. Quando apresentou a matéria, Pedro Tavares relatou que faculdades, universidades e escolas, não só privadas como também algumas públicas, cobram taxas absurdas para liberação de qualquer tipo de documento acadêmico, como diplomas, certificados, certidões etc. “Não há cabimento cobrar pela primeira emissão e o registro dos diplomas, que são o documento fundamental para atestar a conclusão dos estudos. Pela legislação vigente – incluída a Constituição Federal, o formado necessita frequentemente comprovar, na vida civil, o cumprimento desta ou daquela etapa de ensino e seu diploma é o atestado”, anotou o deputado. De acordo com o parlamentar, esta emissão documental integra o rol das obrigações institucionais, seja o estabelecimento privado ou público. O texto da lei prevê, em caso de não cumprimento, penalidades às instituições que vão de advertência a multas, de 5 a 20 UPFs em caso de autuação, e de 21 a 40 UPFs, nos casos de reincidência. Determina ainda que as sanções previstas serão aplicadas pelo Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon/BA) créditos: atarde.com.br

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