Onde perdemos a luz da alma para a escuridão do ódio?’, indaga Barroso após explosões em Brasília

Na sessão do STF, presidente da Corte criticou a possibilidade de anistia a quem atenta contra democracia. Na véspera, Francisco Wanderley detonou explosivos nos arredores do Supremo. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, criticou nesta quinta-feira (14) a possibilidade de anistia a quem atenta contra a democracia, afirmando que quem defende anistiar golpistas quer “perdoar sem antes sequer condenar”. O ministro deu as declarações ao comentar as explosões desta quarta-feira (13) na Praça dos Três Poderes em Brasília . “No curso das apurações, nós precisamos, como país e como sociedade, fazer uma reflexão profunda sobre o que está acontecendo entre nós. Onde foi que nós perdemos a luz da nossa alma afetuosa, alegre e fraterna para a escuridão do ódio, da agressividade e da violência?”, questionou o ministro. Barroso fez um discurso na abertura da sessão do Supremo desta quinta-feira – a primeira após o atentado na Praça dos Três Poderes. No discurso que fez na sessão do STF, Luís Roberto Barroso lembrou, sem citar nomes, episódios de ataques às instituições do Poder Judiciário, como ofensas feitas pelo ex-deputado Daniel Silveira e ações de extremistas e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente do STF citou também os atos golpistas de 8 de janeiro e o atentado desta quinta como resultado de discursos de ódio e violência. Sobre o 8 de janeiro, Barroso disse que “milhares de pessoas, mancomunadas via redes sociais e com grave cumplicidade de autoridades” invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes da República. Ele defendeu punição aos envolvidos e disse que minimizar o episódio incentiva atos semelhantes. “Algumas pessoas foram da indignação à pena, procurando naturalizar o absurdo. Não veem que dão um incentivo para que o mesmo tipo de comportamento ocorra outras vezes. Querem perdoar sem antes sequer condenar”, acrescentou o presidente do STF.   O magistrado afirmou ainda que a gravidade do atentado desta quarta “alerta para a preocupante realidade que persiste no Brasil: a ideia de aplacar e deslegitimar as instituições, numa perspectiva autoritária de exercício de poder inspirada pela intolerância, violência e desinformação”. “Reforça também, e sobretudo, a necessidade de responsabilização de todos que atentem contra a democracia”, completou o magistrado. Gilmar, Moraes, Cármen, Mendonça e Dino Além de Barroso, outros ministros do STF também comentaram o atentado nesta quinta. Gilmar Mendes   No discurso, o decano, ministro mais antigo da Corte, fez um longo apanhado de eventos nos últimos anos, desde a campanha presidencial de 2018 – que culminou na eleição do hoje ex-presidente Jair Bolsonaro. “A reconstrução histórica dos últimos acontecimentos nacionais demonstra que o ocorrido na noite de ontem não é um fato isolado. Muito embora o extremismo e a intolerância tenham atingido o paroxismo em 8 de janeiro de 2023, a ideologia rasteira que inspirou a tentativa de golpe de Estado não surgiu subitamente”, afirmou. “Pelo contrário: o discurso de ódio, o fanatismo político e a indústria de desinformação foram largamente estimulados no governo anterior. Fruto de um sectarismo infértil, o radicalismo político grassou nas eleições de 2018”, completou Gilmar Mendes. Sobre o atentado desta quinta-feira, o ministro disse que o episódio “merece a atenção de todos”. “[Os atentados] configuram mais um ataque às instituições democráticas do nosso país. Em redes sociais, ao que se diz, o cidadão atacava o Supremo e difundia teorias da conspiração contra autoridades, deixando claras suas intenções”, afirmou o decano do STF. Alexandre de Moraes   Designado como relator do inquérito no início da tarde, Moraes afirmou horas antes que as explosões registradas na área central de Brasília são resultado do ódio político que se instalou no país nos últimos anos – e não um “fato isolado do contexto”. “O que ocorreu ontem não é um fato isolado do contexto. […] Queira Deus que seja um ato isolado, este ato. Mas o contexto é um contexto que se iniciou lá atrás, quando o famoso gabinete do ódio começou a destilar discurso de ódio contra as instituições, contra o Supremo Tribunal Federal, principalmente. Contra a autonomia do Judiciário, contra os ministros do Supremo e as famílias de cada ministro”, afirmou.   Moraes também deixou claro que, na opinião dele, a “pacificação” do país não pode envolver a anistia a golpistas e vândalos. “Ontem é uma demonstração de que só é possível essa necessária pacificação do país com a responsabilização de todos os criminosos. Não existe a possibilidade de pacificação com anistia a criminosos”, disse.   “Nós sabemos, e vocês do Ministério Público sabem, que o criminoso anistiado é o criminoso impune. E a impunidade vai gerar mais agressividade, como gerou ontem. As pessoas acham que podem vir até Brasília, tentar entrar no STF para explodir o STF. Porque foram instigadas por muitas pessoas, lamentavelmente várias com altos cargos na República.” Cármen Lúcia   Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Cármen Lúcia falou sobre o atentado ao abrir a sessão da Corte nesta quinta. Ela disse que o Brasil “foi dormir preocupado” com o episódio, mas que os cidadãos amanheceram “ocupados” em manter as funções para garantir a “continuidade, estável, segura e contínua das instituições democráticas”. “Nesse sentido, nós damos continuidade aos nossos trabalhos com a mesma tranquilidade, destemor, e principalmente comprometimento com a democracia brasileira”, declarou Cármen Lúcia.   “Graves acontecimentos não comprometem o que é mais sério e de nossa responsabilidade, que é trabalhar para que a democracia brasileira se sustente, como vem se sustentando, em qualquer tipo de adversação que possa, de alguma forma, abalar a sua estrutura e dinâmica”, completou. André Mendonça   O ministro André Mendonça, também membro do TSE, acompanhou a fala de Cármen Lúcia na sessão. “[…] Subscrevendo as palavras sobre os lamentáveis e graves e lamentáveis ocorridos ontem. São fatos que se distanciam e não se adequam à paz social e à liberdade democrática”, disse Mendonça. “Ao contrário, que merecem e devem ser devidamente apurados pelas autoridades competentes, que já estão se encarregando dessa questão. São fatos que nos fazem a todos reafirmar o nosso compromisso com a paz, com a liberdade sadia, e que

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O que está em jogo com a proposta de fim da jornada 6×1 para empresários e trabalhadores?

Proposta recebeu 194 assinaturas e vai tramitar no Congresso Nacional A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias trabalhados para um de folga na semana) ultrapassou o número de assinaturas exigidas para tramitar no Congresso Nacional nesta quarta-feira (13). Embora o projeto tenha ganhado fôlego nas redes sociais nos últimos dias, a maioria das pessoas ainda não sabe do que realmente se trata e quais serão os impactos, sejam eles positivos ou negativos. PEC O que está em jogo com a proposta de fim da jornada 6×1 para empresários e trabalhadores? Proposta recebeu 194 assinaturas e vai tramitar no Congresso Nacional Millena Marques Publicado em 14 de novembro de 2024 às 05:50 Erika Hilton, autora da PEC Crédito: Câmara dos Deputados A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias trabalhados para um de folga na semana) ultrapassou o número de assinaturas exigidas para tramitar no Congresso Nacional nesta quarta-feira (13). Embora o projeto tenha ganhado fôlego nas redes sociais nos últimos dias, a maioria das pessoas ainda não sabe do que realmente se trata e quais serão os impactos, sejam eles positivos ou negativos. De autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), o texto busca um equilíbrio entre vida profissional e pessoal dos trabalhadores, que defendem a matéria. Por outro lado, o setor empresarial teme o risco de funcionamento das áreas do comércio. Antes de apresentar as opiniões dos principais envolvidos na discussão, é importante entender a jornada de trabalho da escala 6×1 e o que diz a PEC. A jornada em questão foi instituída em 1943 na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e endossada pela Constituição de 1988. Ela pode ser feita de segunda a sábado, período mais comum, mas também é cumprida de outras formas, a exemplo de estabelecimentos que funcionam durante todo o final de semana e garantem três folgas no mês e um domingo de descanso. Ao todo, são 44 horas semanais. A proposta, apresentada ao Congresso em maio e desenvolvida pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), representado por Erika e fundado por Rick Azevedo, tiktoker e vereador eleito pelo PSOL no Rio de Janeiro em 2024, prevê uma mudança do artigo 7º da Constituição. Nesse caso, a jornada de trabalho deixaria de ter 44 horas semanais para 36 horas. Isso resultaria, então, em uma jornada de 4×3 (trabalhar oito horas diárias em quatro dias e folgar em três). Essa mudança é o sonho da estudante Verena*, de 22 anos, que trabalha em uma famosa rede de hotelaria em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). “Enxergo um futuro melhor para nós CLTs, com mais tempo para amigos e familiares. Possibilidade de melhorar o currículo fazendo cursos e aprimorando os conhecimentos”, disse ao jornal CORREIO. No setor administrativo da rede há dois anos, Verena explicou que folga, no mês, em apenas dois domingos, escolhidos pela empresa, e em duas quartas. Com uma carga horária diária de 7 horas e 20 minutos, os dias de descanso geralmente são utilizados para resolver problemas. “É uma escala muito puxada. Nos dias de folga, eu acabo indo ao médico, visitando algum parente, acaba que não descanso. É sempre um dia de compromisso”, relatou. Por outro lado, setores comerciais têm criticado a proposta. Na última terça-feira (12), a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) avaliou que essa mudança “traz potenciais impactos negativos para consumidores, sociedade e empreendedores do setor de alimentação fora do lar”. A entidade projetou, inclusive, um encarecimento de preços no setor caso a PEC seja aprovada. “É uma proposta estapafúrdia e que não reflete a realidade. As regulamentações estabelecidas pela Constituição e expressas na CLT são modernas e já trazem as ferramentas para garantir condições de trabalho dignas e justas aos colaboradores”, disse o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci. O encarecimento dos preços no setor seria, segundo a Abrasel, resultado dos custos operacionais das empresas. A entidade ainda estima uma alta de 15% nos preços dos cardápios e diz que cerca de 95% do setor é atualmente formado por microempresas, que seriam obrigadas a reduzir o horário de funcionamento. Presidente do Sindicato de Lojistas do Comércio da Bahia (Sindilojas-BA), Paulo Motta, considerou “grave e irresponsável” a proposta. Segundo ele, reduzir a carga horária dos trabalhadores no Brasil “é gerar desemprego, é gerar encerramento de atividades econômicas, não só no comércio, como no turismo, como na indústria”, disse. Procurado, o Ministério do trabalho e Emprego (MTE) afirmou, em nota oficial, que tem acompanhado o debate acerca da proposta. “O MTE acredita que essa questão deveria ser tratada em convenção e acordos coletivos entre empresas e empregados. No entanto, a pasta considera que a redução da jornada de 40 horas semanais é plenamente possível e saudável, diante de uma decisão coletiva”, disse em trecho do comunicado. O que dizem especialistas O advogado Diogo Oliveira, especialista em Direito do Trabalho e sócio do escritório Oliveira e Rodrigues Advogados Associados, afirmou que uma escala 4×3 pode impactar positivamente “a saúde mental e física dos trabalhadores, aumentando o tempo de descanso e lazer”. Por outro lado, a PEC apresentaria desafios para os empresários. “Pode significar a necessidade de reorganizar turnos e equipes, o que pode ser desafiador em setores onde a presença contínua do trabalhador é necessária”, disse Oliveira. No âmbito econômico, a escala 4×3 “pode estimular uma redistribuição mais equilibrada de empregos, mas deve ser cuidadosamente regulamentada para evitar desigualdades e garantir produtividade”, complementou. Para o economista e vice-presidente do Conselho Regional da Economia da Bahia (Corecon-BA), a discussão em torno da PEC deve priorizar especialmente a qualidade de vida das pessoas. “Não é hora de pensar em algo que vai trazer malefícios para o setor produtivo e só vai beneficiar o trabalhador ou a trabalhadora. Isso está longe de acontecer, mas são essas pequenas conquistas que vão mostrando novo horizonte”, disse o especialista. créditos: correio24horas

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Francisco Wanderley Luiz: quem é o homem que morreu após explosão em frente ao STF

Francisco Wanderley Luiz: quem é o homem que morreu após explosão em frente ao STF O carro que explodiu no anexo IV da Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira, 13, pertencia a Francisco Wanderley Luiz, natural de Santa Catarina. Uma hora antes da explosão, ele fez uma publicação nas redes sociais com ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos presidentes das duas Casas do Congresso Nacional. Francisco Luiz, conhecido como Tiü França, é o mesmo homem que foi encontrado morto em frente ao tribunal após as explosões nesta quarta-feira. Em seu perfil no Facebook, Luiz reproduzia teorias conspiratórias anticomunistas como o QAnon, populares na extrema-direita americana. Em 2020, Luiz foi candidato a vereador em Rio do Sul (SC) pelo PL, partido hoje do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele chegou a visitar o plenário da Corte no dia 24 de agosto e ainda postou uma foto no local. “Deixaram a raposa entrar no galinheiro (chiqueiro)”, escreveu. Francisco Luiz reproduziu em seu perfil no Facebook mensagens que mandou para ele mesmo no Whatsapp. Após as 22h o Facebook tirou do ar o perfil de Francisco Luiz. Uma das publicações traz uma foto dele sorrindo dentro do plenário do STF, numa data indeterminada. Ele escreveu abaixo: “Deixaram a raposa entrar no galinheiro (chiqueiro) ou não sabem o tamanho das presas ou é burrice mesmo. Provérbios 16:18 (A soberda precede a queda)”. No seu perfil Francisco escreveu textos com mensagens que indicam o possível atentado em Brasília. “Pai, Tiü França não é terrorista, né? (…) Ele apenas soltou uns foguetinhos para comemorar o dia 13. Tem cheiro de carniça, igual cachorro quando morre”. Em outra postagem, faz referência direta à Brasília e a data desta quarta-feira, 13. “Distrito Federal Brasília 13 novembro 2024. Eu: Francisco Wanderley Luiz mais conhecido Tiü França (ETE x PNEU) ‘Miguel’ Sugiro a vocês uma data especial para iniciar uma revolução. Após este grande acontecimento, vocês poderão comemorar a verdadeira proclamação da república!!! ‘Em espírito estarei na linha de frente com minha espada erguida” DEUS NOS ABENÇOE”, escreveu em uma delas, mostrando ter premeditado o ataque. Em seu Facebook, ele segue várias páginas de direita, como Movimento Avança Brasil – RS, Espaço Enéas Carneiro, Terça livre – Cursos, Brasil Paralelo, Jornal da Cidade Online, Jair Messias Bolsonaro e Olavo de Carvalho. Em sua conta no X (antigo Twitter), há o mesmo padrão. Em 2020, Luiz foi candidato a vereador em Rio do Sul (SC) pelo PL, partido hoje do ex-presidente Jair Bolsonaro. À Justiça Eleitoral, ele declarou ter Ensino Médio incompleto, ser casado e ter R$ 263 mil em bens, entre eles quatro veículos e um prédio residencial na área urbana de sua cidade. créditos: correio24horas.com

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Fim da escala 6×1 por imposição legal prejudica empresas, diz CNI

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou nesta terça-feira (12) que uma eventual imposição por lei para acabar com a jornada de trabalho de 44 horas semanais e modificar a escala 6×1 (em que se trabalha seis dias com um dia de descanso) pode trazer efeitos negativos no mercado de trabalho e na capacidade das empresas de competir, afetando principalmente as de micro e pequeno portes. Para a instituição, a duração das escalas é algo que deve ser tratado entre a empresa e os funcionários e uma redução obrigatória enfraquece esse processo de diálogo entre as partes. A CNI defende que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe o fim da escala de 6×1 desconsidera as realidades em que operam os setores da economia, os segmentos dentro da indústria, o tamanho das empresas e as disparidades regionais existentes no país. Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, diz que a Constituição deixa claro que a negociação coletiva é o ideal para discutir ajustes na jornada de trabalho. “Isso é fruto de um processo contínuo de ajustes realizados via negociação, tanto coletiva como individual, tendo em vista as possibilidades de cada empresa, setor ou região e a demanda dos trabalhadores. Por isso, a melhor via para estabelecer jornadas de trabalho é a negociação, como é feito em boa parte do mundo”, diz, em nota. A Constituição, no artigo 7º, inciso 13, limita a jornada de trabalho a oito horas diárias e 44 horas semanais, mas permite exceções por negociação coletiva. Já o inciso 26 do mesmo artigo reconhece convenções e acordos coletivos, reforçando a negociação entre trabalhadores e empregadores como meio de ajustar a jornada e outras condições laborais às necessidades de cada setor. A discussão sobre o fim do ‘6×1’ ganhou a atenção com a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), protocolada em 1º de Maio, que propõe o fim da escala e a adoção de uma jornada de 36 horas semanais, dividida em quatro dias. A proposta altera o artigo 7º da Constituição. Mais de 130 parlamentares já assinaram a PEC. Para que a proposta possa tramitar no Congresso, são necessárias 171 assinaturas de deputados federais. O tema surgiu no aplicativo TikTok no final de 2023, com o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), liderado pelo vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ), que fez dessa pauta sua principal bandeira durante a campanha.   créditos: politicalivre.com

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Dom Tommaso Cascianelli é o mais novo cidadão da Bahia; religioso era o conselheiro de Irmã Dulce

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) concedeu, na manhã desta sexta-feira (8), o Título de Cidadão Baiano ao bispo dom Tommaso Cascianelli, orientador espiritual e conselheiro de Irmã Dulce nos últimos anos de vida da religiosa, entre 1987 e 1992. Através da honraria, proposta pelo deputado Ricardo Rodrigues (PSD) e aprovada por unanimidade pelo parlamento estadual, a Casa Legislativa reconheceu as contribuições do bispo de origem italiana que escolheu a Bahia como lar. Do púlpito, Ricardo Rodrigues exaltou a trajetória religiosa de dom Tommaso, que esteve à frente de iniciativas de amparo social e de projetos construídos para garantir dignidade às comunidades por onde passou. “Dom Tommaso desbravou a Bahia com um coração cheio de amor, especialmente na região de Irecê. Ele fez questão de estar ao lado dos baianos e baianas, com um compromisso genuíno de fazer o bem”, frisou. O parlamentar ainda ressaltou a humildade do bispo ao ser convidado a participar da sessão de outorga. “Ele me questionou se era merecedor de tal honraria. Isso foi mais uma demonstração de toda a sua humildade”, disse Ricardo Rodrigues, em tom de admiração. O homenageado, que chegou ao Plenário Orlando Spínola conduzido pelos deputados Luciano Araújo (SD), Manuel Rocha (UB) e Raimundinho da JR (PL), e por bispos da diocese de diferentes municípios, agradeceu o reconhecimento da ALBA e, desde a primeira frase proferida em seu discurso, pregou a união entre as pessoas. “Eu vejo esse momento como algo que nos une a Deus. Tenho sotaque italiano, mas coração baiano. Procurei viver a realidade do nosso povo. Gostei. Não fiz nada. Nós, juntos, fizemos. Estou grato pela homenagem”, afirmou. Superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes destacou o merecimento do bispo. A sobrinha de Santa Dulce dos Pobres ressaltou alguns feitos do religioso e a relação de confiança com a imaculada. “Todos nós queríamos estar aqui para lhe homenagear. Uma homenagem tão merecida. O senhor está aqui [na Bahia] na nossa convivência e só tem semeado o bem. Todo o aprendizado que Santa Dulce lhe passou ‘amar e servir’, é o seu lema também”, disse. Bispo da Diocese de Irecê, onde Tommaso Cascianelli fixou-se, dom Antônio Ederaldo lembrou o que ouviu de colegas após a chegada do bispo italiano. “Irecê vive outros tempos depois que Tommaso chegou. Sou testemunha do quanto a luta foi grande”, afirmou, ao enfatizar as contribuições de Cascianelli para a comunidade local. Além dos mencionados, compuseram a mesa as seguintes autoridades: o prefeito do município de Irecê, Elmo Vaz; o assessor especial da Secretaria de Relações Institucionais, Yulo Oiticica, que neste ato representou o Governo do Estado; o vigário geral da Diocese de Irecê, padre Luis Martins dos Santos; a presidente da Associação Casa dos Anjos, Diana Francelina Dias; o vice-provincial passionista, padre Marcos Antônio Souza; e o coronel PM, Valter Araújo. créditos: politicalivre.com

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Política de cuidados será discutida na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), na próxima quarta-feira (13)

A Política Estadual de Cuidados será debatida em audiência pública, nesta quarta-feira (13), a partir das 9h, no auditório Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em uma proposição do deputado estadual Robinson Almeida. As discussões em torno da implantação da Política Estadual de Cuidados estão sendo coordenadas na Bahia pela Secretaria das Mulheres do Estado (SPM). A questão está na agenda pública puxada pelo Governo Federal e visa assegurar os direitos das pessoas que precisam de cuidados e das que prestam cuidados, tendo ou não o trabalho remunerado. Além disso, busca promover as mudanças necessárias para que a responsabilidade do trabalho de cuidados seja compartilhada entre a família, a comunidade, o Estado e o setor privado. A audiência pública contará com as presenças de Neusa Cadore, secretária das Mulheres do Estado; Rosane da Silva, secretária Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados, do Ministério das Mulheres (MM); de Laís Abramo, secretária Nacional de Cuidados e Família, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS); de Clarisse Paradis, presidenta do Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (Apub) e representantes das secretarias e órgãos estaduais e da sociedade civil, entre outros. A SPM iniciou as tratativas para a implantação da Política de Cuidados com o MM e o MDS e diversas representações governamentais e da sociedade civil, durante o I Fórum Estadual da Política do Cuidado na Bahia, realizado, em setembro, em Salvador. Várias questões foram abordadas, sobretudo, como o trabalho do cuidado impacta na vida das mulheres e como essas políticas públicas devem ser construídas e efetivadas, envolvendo Estado, a sociedade e os setores econômicos. créditos: correio24horas 

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Presidente da AMB homenageia Rui Barbosa em palestra sobre seu legado ao país

Nascido em Salvador, em 5 de novembro de 1849, Rui Barbosa é um dos maiores nomes da história brasileira. Em sua homenagem, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) celebrou o aniversário de 175 anos de seu nascimento com a palestra “Pensamento e ação de Rui Barbosa”, proferida pelo Presidente da AMB, Frederico Mendes Júnior. O juiz afirmou sentir-se honrado por estar na Bahia falando sobre o jurista, personagem central de seu doutorado em História e Historiografia da Educação, na Universidade de Maringá ‒ “Educação, religião e trabalho nas campanhas presidenciais de Rui Barbosa em 1910 e 1919”. “Passei cinco anos da minha vida estudando a República Velha e a vida desse grande intelectual, diplomata e político. A fonte primária no estudo sobre Rui Barbosa sempre foi ele mesmo. Ele escreveu muito sobre política, federalismo, e a abolição da escravidão. Sua obra é uma imensidão de escritos”, disse. Na palestra, o magistrado destacou o impacto das ideias do baiano para a consolidação da República e sua influência no sistema de justiça do país. O Presidente da AMB relembrou a trajetória de Rui Barbosa até sua célebre participação na Conferência de Haia, em 1907, quando ele foi reconhecido pela defesa de uma ordem de igualdade entre as nações. “Rui saiu como grande vitorioso da conferência porque conseguiu evitar a criação de um Tribunal Arbitral Internacional que daria força às superpotências e poderia escalar o armamentismo. Com discursos densos e detalhados, Rui convenceu que os países deveriam ser tratados com absoluta igualdade, em busca da paz”, afirmou. O Presidente da AMB também destacou a trajetória política de Rui, mencionando a campanha de 1910, na qual viajou pelo Brasil, e a de 1919, em que ele adaptou seu discurso às grandes mudanças sociais da época, como o começo da emancipação política das mulheres. O magistrado também ressaltou o papel central de Rui Barbosa na luta pela abolição da escravidão e suas ações para a implementação do habeas corpus no sistema de justiça. O juiz não deixou de mencionar as polêmicas que marcaram a trajetória do homenageado, como sua posição contra a obrigatoriedade da vacinação e seu envolvimento no Encilhamento, um desastre econômico encabeçado por Rui quando era Ministro da Fazenda do presidente Deodoro da Fonseca. O presidente da AMB ressaltou a determinação de Rui Barbosa. “Era um homem muito determinado, que nos prova que a persistência, aliada ao talento e à inteligência, é explosiva.” Ao encerrar, o Presidente da AMB relembrou o legado educacional do jurista, cuja visão contribuiu para a criação de uma escola pública, laica e gratuita no Brasil. De acordo com o juiz, apesar de ser um católico fervoroso, Rui era contra a ideia de infalibilidade papal. “Estamos falando de ideias que permanecem ainda em debate. Ele trouxe para o Brasil as melhores ideias do mundo e sabia adaptá-las à nossa realidade. Em sua trajetória, Rui conseguiu transformar projetos e ideias em ações que repercutiram na vida das pessoas”, concluiu. O Desembargador Cássio José Barbosa Miranda (TJBA) compôs a mesa do evento durante a palestra.   créditos:politicalivre.com

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Renan Filho sugere redução de 10% do incentivo fiscal para todos os setores

Argumento dele é que uma “redução equilibrada” seria melhor do que um corte de 100% O ministro dos Transportes, Renan Filho, sugeriu nesta quinta-feira, 7, a redução de 10% em benefícios fiscais de forma equânime para todos os setores. O argumento dele é que uma “redução equilibrada” seria melhor do que um corte de 100% em um único setor. “Nessa hora de cortar gastos, todo mundo está mirando o corte de gastos sociais. Mas tem que dar um corte no andar de cima, alguma contribuição. São R$ 500 bilhões de incentivos fiscais”, disse o titular da Pasta de Transportes. O ministro participa de evento sobre os 30 anos da Lei de Concessões (nº 8.987, de 1995), do MoveInfra, movimento de grandes empresas de infraestrutura (CCR, EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo). Ele relatou que teve uma conversa ontem com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, e outras autoridades. No encontro foi debatida a possibilidade de aplicar uma redução de 10% em benefícios fiscais para os setores econômicos, algo que, segundo o ministro, foi endereçado quando ele era governador de Alagoas. “Eu tinha dificuldade em definir qual setor eu tiraria o benefício. Então eu disse: ‘vamos tirar 10% do incentivo de todo mundo? Que aí evitamos o constrangimento de tirar 100% de alguém’. Se fizéssemos isso no governo federal certamente teríamos um ajuste fiscal mais inteligente para o País”, avaliou no evento. créditos: correio24horas.com

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Entenda como eleição de Trump ressuscita apreensão para Copa do Mundo de 2026

Apesar de ter sido celebrada pelo presidente da Fifa, vitória do republicano levanta dúvidas sobre cenário nos Estados Unidos para o Mundial A eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos foi celebrada por Gianni Infantino. Poucas horas depois de ser dada como certa a vitória do republicano, o presidente da Fifa o parabenizou publicamente e reiterou a expectativa para o novo Mundial de Clubes e PARA a Copa do Mundo, que ocorrem no país em 2025 e 2026, respectivamente. Os dois têm boa relação desde que Trump exercia seu primeiro mandato, entre 2016 e 2020. Foi durante esse período que os Estados Unidos se lançaram como opção para ser sede da próxima Copa do Mundo, junto de México e Canadá – a candidatura foi bem-sucedida. Trump também teve papel na aproximação da Fifa com a Arábia Saudita, que sediará o maior torneio do futebol de seleções em 2034. FUTEBOL Entenda como eleição de Trump ressuscita apreensão para Copa do Mundo de 2026 Apesar de ter sido celebrada pelo presidente da Fifa, vitória do republicano levanta dúvidas sobre cenário nos Estados Unidos para o Mundial Estadão Publicado em 7 de novembro de 2024 às 14:32 Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos Crédito: Jonah Elkowitz/Shutterstock.com A eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos foi celebrada por Gianni Infantino. Poucas horas depois de ser dada como certa a vitória do republicano, o presidente da Fifa o parabenizou publicamente e reiterou a expectativa para o novo Mundial de Clubes e PARA a Copa do Mundo, que ocorrem no país em 2025 e 2026, respectivamente. Os dois têm boa relação desde que Trump exercia seu primeiro mandato, entre 2016 e 2020. Foi durante esse período que os Estados Unidos se lançaram como opção para ser sede da próxima Copa do Mundo, junto de México e Canadá – a candidatura foi bem-sucedida. Trump também teve papel na aproximação da Fifa com a Arábia Saudita, que sediará o maior torneio do futebol de seleções em 2034. 00:15/01:00 Truvid Leia mais Contraditoriamente, a candidatura (a qual se chamava “United”, por reunir os três países da América do Norte) utilizou como argumento para angariar votos de algumas federações na época a possibilidade de Trump não estar mais na presidência em 2026. A política de imigração e vistos no seu governo foram um tema sensível, com restrições a países de maioria islâmica e rivais políticos. O retorno de Trump ao cargo levanta dúvidas sobre esse cenário para daqui a dois anos. A apreensão foi relatada em apuração do The New York Times, junto a pessoas que integraram a candidatura “United” A reportagem publicada no braço esportivo do jornal, o The Athletic, conta como foram algumas tentativas de minimizar frases xenofóbicas de Trump durante a candidatura, lançada em abril de 2017 e vitoriosa em 2018. Durante a campanha eleitoral de 2016, por exemplo, Trump falava em construir um muro na fronteira com o México. A promessa se manteve durante os primeiros anos de governo, mas não avançou. O que de fato se concretizou foi a ordem de barrar cidadãos de Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen. O Iraque, que também constava na lista, foi removido após negociações. Dos países inclusos, o Irã tem sido presença constante nos Mundiais. Neste século, a seleção iraniana não se classificou às edições de 2002 e 2010 e vem de três participações seguidas, no Brasil, na Rússia e no Catar. A preocupação da Fifa ia além do país asiático e focava também no longo tempo para emissão de vistos em alguns locais. Trump chegou a escrever uma carta a Infantino na qual dizia que “todos os atletas, autoridades e fãs qualificados de todos os países do mundo seriam capazes de entrar nos Estados Unidos sem discriminação”. Não havia, porém, garantia formal para isso. A ordem executiva só foi derrubada pelo atual presidente, Joe Biden, em janeiro de 2021. A “United” também precisou driblar a relação geopolítica dos Estados Unidos com os vizinhos. Protecionista, Trump impôs taxas ao aço e ao alumínio de México e Canadá. Os mexicanos responderam com tarifas à agricultura americana. Nisso, a candidatura contou com intermediação de Robert Kraft, bilionário dono do New England Patriots, da NFL, e do New England Revolution, da MLS. Trump revelou a Infantino que Kraft foi o primeiro a aproximá-lo da ideia de apoiar a candidatura para sediar o Mundial. Assim, o genro do presidente, Jared Kushner, passou a ser ponte entre a “United” e a Casa Branca. México e Canadá aceitaram integrar a candidatura, apesar dos pequenos problemas geopolíticos e mesmo como sedes “menores”. Os Estados Unidos contam com 75% das partidas da Copa do Mundo, entre os quais estão todas as partidas a partir das quartas de final. Segundo o The New York Times, a única exigência mexicana foi sediar a abertura, o que foi concedido, com o jogo inaugural no estádio Azteca, na Cidade do México. A “United” se fortalecia contando com apoio das federações mexicana e canadense. Kraft reiterava o interesse de Trump em sediar o megaevento e em contar com os países vizinhos nisso. No lançamento da candidatura, o então presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, Sunil Gulati, valorizou o argumento. “Ele (Trump) está especialmente satisfeito que o México faça parte dessa candidatura e, nos últimos dias, recebemos mais incentivo sobre isso. Não estamos nem um pouco preocupados com algumas das questões que outras pessoas podem levantar”, disse. Na votação, veio o retorno. A “United” venceu o Marrocos por 134 a 65 votos. Engana-se quem pensa que foi apenas a candidatura que saiu vencedora. O Gillette Stadium terá sete jogos do Mundial, incluindo dois nas oitavas de final e nas quartas de final. O estádio pertence ao Grupo Kraft, do empresário que aproximou Trump da disputa, mesmo que a ausência do republicano da presidência fosse um argumento para convencer outras federações. A contradição entre aproximar Trump da campanha, mas afastá-lo da ideia de realização do evento se evidencia no distanciamento da relação entre o político e o empresário após a definição da

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João Roma comemora resultado de eleição nos Estados Unidos

O presidente estadual do PL, João Roma, comemorou, nesta quarta-feira (06), o resultado das eleições nos Estados Unidos. Por meio de uma rede social o ex-ministro da Cidadania afirmou que o retorno de Donald Trump à presidência irá dar início à “era de ouro da América”. “Com um discurso de determinação e resiliência, Donald Trump celebrou sua vitória. Seu compromisso é escrever um novo capítulo para a nação, sob a missão desafiadora de unir os povos e resgatar o amor à pátria e os valores fundamentais para os americanos. Parabéns, presidente!”, escreveu.   créditos: politicaaovivo.com

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