Governador promete policiamento ostensivo para evitar saques e golpes no RS: ‘Vamos por ordem no estado’
Governador garante reforço na segurança pública com a chegada de 100 homens da Força Nacional nesta quarta-feira (8). RS soma 95 mortos e mais de 100 desaparecidos em razão dos temporais. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), prometeu policiamento ostensivo e “força total”para enfrentar a série de saques e golpes no estado. O político espera a chegada de 100 homens da Força Nacional para esta quarta-feira (8) e autorizou a convocação de policiais da reserva para reforçar a segurança pública. “Vamos colocar força total para a segurança pública. Vamos por ordem no estado. Vamos prender aqueles que usam o momento dramático para dar golpes ou cometer crimes”, assegurou Leite. As chuvas que atingem o Rio Grande do Sul já somam 95 mortos, 131 desaparecidos e 372 feridos, segundo a Defesa Civil. O boletim divulgado nesta terça-feira (7) ainda aponta que há outros 4 óbitos sendo investigados. Em meio aos esforços para o resgate das pessoas em áreas inundadas, a população e os voluntários sofrem com uma onda de insegurança, com saques a estabelecimentos, assaltos, ameaças e ataque a embarcações de resgate. A Brigada Militar informa que já efetuou 32 prisões desde segunda-feira (6). Durante as ações contra vandalismo, invasões e danos ao patrimônio, houve prisões em Porto Alegre, Montenegro, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Canoas, Bento Gonçalves e Ivoti. Leite solicitou ao Ministério da Justiça o apoio de 400 integrantes da Força Nacional e 120 viaturas para auxiliar nos salvamentos e no combate ao crime. A expectativa é que um efetivo de 100 pessoas chegue ao RS nesta quarta-feira. Os demais têm chegada prevista para os próximos dias. O governo do estado autorizou, além de pagamento de hora-extra, um edital imediato para a convocação de mil policiais que estão aposentados. Eles não poderão trabalhar nas ruas, mas podem atuar, por exemplo, nos abrigos públicos, medida que liberaria parte do efetivo para as ruas. “100% do efetivo da segurança pública nas ruas. Suspendemos férias e licenças. Policiais de áreas administrativas foram designadas para as ruas. Dividimos localidade mais críticas para que haja ostensividade e segurança. A ordem é 100% polícia na rua”, afirma Sandro Caron, Secretário de Segurança Pública. Polícia investiga casos de fake news A Polícia Civil investiga oito casos de divulgação de notícias falsas sobre os temporais que já deixaram 95 mortos no Rio Grande do Sul. De acordo com o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, pessoas se apropriam da crise para conseguir vantagens financeiras. VEJA O QUE É #FATO ou #FAKE Na tarde de terça-feira (7), o governo divulgou nas mídias sociais as principais mentiras que são repercutidas para obter acessos e, consequentemente, vantagens nas publicações: Não há exigência de nota fiscal para realizar doações Veículos de salvamento não estão sendo multados Não há obrigação de licença para pilotar barcos e jetskis em operações de salvamento Não há fiscalização de marmitas pelo Piratini O pix habilitado pelo governo não vai para um caixa da gestão O secretário da Segurança Pública do estado, Sandro Caron, afirma que as forças de segurança apuram possíveis responsáveis e buscam responsabilizá-los. “Estamos aqui para fazer mais um apelo à população gaúcha para que a gente combata as fake news. Infelizmente no meio dessa grande crise temos algumas pessoas que vem tentando usar perfis de internet para obter algum tipo de ganho financeiro”, disse. Golpe do pix Assim como as notícias falsas, um tipo de golpe virtual também foi registrado pelo estado. Fraudadores divulgam nas mídias sociais uma arte semelhante à do governo contendo um QR Code para doação. Porém, simula informações do Piratini, com dados de um terceiro. O governador Eduardo Leite (PSDB) se manifestou em uma declaração à imprensa nesta terça-feira (7) ao atualizar a situação do estado. Ao realizar a doação, a chave do destinatário que aparece é SOS Rio Grande do Sul e o banco Banrisul. “Manteremos a ordem no estado e vamos prender e dar consequência para todos aqueles que usam o momento dramático como esse para golpes ou praticar crimes no momento de fragilidade, de vulnerabilidade”, afirmou. Créditos: g1.globo.com.br
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