Relatos apontam que o ar-condicionado fica no mínimo e não refrigera o local
As temperaturas na capital baiana estão elevadas. Enquanto o termômetro marcou 35,2°C, no domingo (2), segundo o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (Cemadec), acompanhantes de pacientes do Hospital Geral do Estado (HGE) precisaram levar ventiladores para a unidade de saúde para amenizar o calor.
É o que revelaram familiares de pacientes ouvidos pela reportagem na manhã desta segunda-feira (3). “Na área de enfermaria, o ar não está gelando. Fica no mínimo, no 22ºC, mas parece que está mais quente. Por questão de conforto, algumas pessoas trouxeram ventilador para deixar os pacientes mais à vontade”, disse uma familiar de um paciente que está na enfermaria, que preferiu não se identificar.
Outra acompanhante narrou a mesma situação. “Só na área de enfermaria mesmo que parece estar mais quente, mas não é algo absurdo. Vi algumas pessoas com ventilador, mas onde estou, que é na espera de cirurgia para o meu tio, tudo está normal. Ouvi os boatos da UTI [Unidade de Terapia Intensiva], mas não sei se é verdade porque parece algo muito sério”, contou, também sem se identificar.
Procurada, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) informou, em nota, que “todas as enfermarias do HGE dispõem de aparelhos de ar-condicionado. Os equipamentos estão funcionando normalmente. Não há recomendação para que familiares levem ventiladores”. A pasta não comentou, no entanto, sobre o aparelho permanecer no mínimo de acordo com os relatos dos acompanhantes.
Sobre os boatos de que o ar-condicionado da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estaria quebrado, a Sesab afirmou que “não aconteceram óbitos nem agravamento do estado de pacientes devido a um problema pontual no sistema de ar-condicionado do HGE2”. Ainda de acordo com o órgão, houve uma falha nesta área do hospital, que foi solucionada. “Destacamos ainda que durante o curto período em que a manutenção estava sendo feita, climatizadores provisórios foram instalados e todos os cuidados assistenciais foram rigorosamente seguidos, com acompanhamento da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH)”.


