Titular da Secult criticou a eventual criação de um novo circuito para folia momesca
O secretário estadual da Cultura (Secult), Bruno Monteiro, criticou a eventual criação de um novo circuito para o Carnaval de Salvador. O titular da pasta defendeu o debate com a sociedade civil antes de qualquer mudança no formato da festa popular.
“O que nós sempre falamos no Governo do Estado é que toda a discussão sobre o Carnaval de Salvador seja para ampliação, novos circuitos ou o que vai se construir em torno do carnaval tem que ser uma construção democrática. Ela não pode ser imposta por ninguém”, disse Monteiro.
Presente no lançamento do projeto Verão Axé 40 anos, do governo da Bahia, em Salvador, o gestor público reforçou que a necessidade da folia momesca ser construída com todos os atores que integram o evento na capital baiana, considerado o maior do mundo.
“O carnaval não é uma propriedade de um ente federado de um governo. Ele é do povo. É uma manifestação popular feita pela cultura, pelo folião, pelo vendedor ambulante, pelo dono do camarote e pelo produtor. Todo esse ambiente em torno do carnaval precisa ter a sua participação sobre uma alternativa”, afirmou.
Bruno Monteiro também afirmou que o governo da Bahia, sob batuta de Jerônimo Rodrigues (PT), está comprometido com um processo de discussão e tomada de decisões democráticas relacionadas à festa.
Carnaval no Campo Grande
“No carnaval de 2024, tivemos um cuidado de ter mais atrações no circuito do Campo Grande. Entendendo que a Barra já estava sobrecarregada e nós precisávamos trazer o público de volta para o Campo Grande”, disse.
“Esse circuito que chegou a ficar bastante abandonado por alguns anos e isso tem sido a crônica do nosso trabalho. Vamos seguir valorizando as atrações do Campo Grande”, concluiu.
créditos: Atarde.com.br


