Melly vai do ijexá ao R&B em seu primeiro disco, ‘Amaríssima’: ‘é sobre amadurecer’

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Álbum chegou às plataformas digitais na última terça-feira (28). Baiana contou ao g1 suas influências e referências para o novo trabalho.

Após chamar atenção da cena alternativa e ganhar reconhecimento da crítica após o sucesso da faixa “Azul”, a baiana Melly lançou seu primeiro álbum. “Amaríssima” chegou às plataformas digitais na última terça-feira (22), com sons que vão do pop ao R&B, passando por ritmos e elementos predominantes na música baiana como o pagode, o samba-reggae e o ijexá.

Melly, que assina todas as composições e a direção musical do disco, buscou apresentar nas letras o “amargo” que sente ao falar de amor, ansiedade e outros tantos sentimentos. Nas palavras da jovem de 22 anos, é um trabalho que reflete a sua forma de ver o mundo.

“Amaríssima pra mim é sobre como é amadurecer”, disse em entrevista ao g1.

“Música, para mim, sempre foi algo bastante interno e uma válvula de escape para poder falar sobre o que eu não sei ainda. Eu não sou uma pessoa muito aberta, então quando eu quero entender o que eu estou sentindo, eu coloco isso para fora em forma de poesia. E dessa vez eu quis falar sobre o que eu espero, o que eu vejo, o jeito que eu amo, o jeito que eu sinto. Eu sempre fui uma pessoa que sente muito”.

Artista “de ouvido” — Melly toca piano e violão, mas afirma que não entende de teoria musical —, ela é filha de músico e cresceu com diversas referências. A britânica Amy Winehouse, que despertou nela “o olhar melancólico do jazz”, é citada como inspiração principal.

A cantora também destaca a influência de artistas brasileiros e contemporâneos, como Luedji Luna e Liniker. Com essa última, Melly pôde colaborar no álbum.

Ela divide com Liniker os vocais de “10 minutos”, uma das 12 faixas que compõem o disco. Outra parceria é Russo Passapusso, na faixa “Rio Vermelho”.

A vida me apresentou essas duas pessoas maravilhosas. Sempre foram referências de pessoas que eu admirava no artístico e aí, quando eu passei a conhecer também, pessoalmente, a gente se gostou”, elogiou os parceiros.

Pouco antes do lançamento do álbum, ela lançou também uma espécie de história visual no Youtube, transformando o “Amaríssima” em crônica. Na sequência, virão os shows. De acordo com a assessoria da artista, a turnê deve percorrer algumas cidades do país no segundo semestre deste ano.

Em Salvador, pelo menos um show já foi confirmado. Melly será uma das atrações do Afropunk, no dia 9 de novembro. Os fãs terão pouco mais de cinco meses para aprender as novas canções de cor.

Créditos: g1.globo.com

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