Universidade Petrobras é reinaugurada na Bahia

A Universidade Petrobras (UP) está de volta à Bahia. A cerimônia de reinauguração aconteceu nesta terça-feira, 26, no Edifício Torre Pituba, em Salvador, onde também funcionará a sede da universidade no estado. Tradicional centro de formação da companhia, a Universidade Petrobras é a responsável pelos cursos de formação nas diversas áreas da empresa. A conclusão dos cursos, além de habilitar e qualificar o profissional, é um dos pré-requisitos para o trabalho dentro da Petrobras. “A Petrobras está implementando uma série de ações com o objetivo de melhorar as condições e o ambiente de trabalho, como também o de aumentar o diálogo com seus empregados. Entre as medidas que estão sendo adotadas estão o fortalecimento da Universidade Petrobras, entidade educacional corporativa voltada para a formação e qualificação dos empregados, principalmente agora com a retomada das contratações por concursos públicos. Queremos também que a UP volte a ser um centro de referência em ensino, aprendizagem e gestão do conhecimento não só para a Petrobras, mas para a indústria de energia no país.”, celebra o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. Na Bahia, a Universidade Petrobras vai ocupar dois andares do Torre Pituba, que foi reaberto em junho do ano passado. São 131 alunos previstos para o curso de Engenharia de Petróleo, a partir desta quarta-feira (27/03), com duração de 11 meses, representando um marco histórico, já que a primeira turma de Engenheiros de Petróleo do Brasil foi formada na Bahia, em 1959, pelo antigo Centro Nacional de Aperfeiçoamento e Pesquisas do Petróleo (CENAP). A eles se somam os 238 alunos nos cursos de nível técnico, que já estão em aulas com parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-CIMATEC). Ao todo, cerca de mil técnicos recém-contratados da Petrobras começaram o programa de formação para estarem aptos a iniciar efetivamente em suas atividades dentro da companhia. A ação é uma parceria com o SENAI, envolve profissionais de todo o país aprovados no concurso mais recente e faz parte de uma investida nacional da empresa, que terá formações para equipes, além da Bahia, também nos estados do Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. “Faz parte do DNA da Petrobras ser uma empresa formadora de conhecimento, não só para suas atividades como companhia, mas de forma mais ampla, contribuindo muito para o desenvolvimento da sociedade brasileira. É uma honra e fico muito grata de estar aqui nesse momento tão importante em que estamos reconstruindo a Universidade Petrobras. Vamos precisar de bastante preparo, conhecimento, inovação e treinamento para ajudar a companhia com os novos desafios como os da transição energética”, destacou a diretora de Assuntos Corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti. vanguarda da tecnologia  Em diferentes momentos, a Petrobras teve que formar os próprios quadros de empregados, pois não encontrou a capacitação necessária no mercado. Essa trajetória da gestão do conhecimento e dos processos de aprendizagem na indústria de óleo e gás no Brasil, acontece desde antes da fundação da Petrobras. O antigo Conselho Nacional do Petróleo (CNP) tinha como uma de suas prioridades o treinamento de profissionais para a indústria. Em 1954, foi fundado o Centro Nacional de Aperfeiçoamento e Pesquisas do Petróleo (o Cenap), que era o embrião do que seria a atual Universidade Petrobras. A partir daí a Petrobras passou a centralizar as atividades de ensino e pesquisa. Deste embrião ainda surgiu o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que é referência mundial. “A reabertura da Universidade Petrobras na Bahia é mais um marco importante na história da Petrobras, que reafirma o nosso compromisso em fortalecer a presença no Nordeste, transformando a região em um importante polo de investimentos. Nossa competência técnica está nas pessoas e vamos valorizar a capacitação e a retenção de conhecimentos e talentos. Investir em educação continuada é investir no nosso empregado e em próximos passos seguros para a companhia”, explicou o gerente geral da Universidade Petrobras, Antonio Felipe Flutt. O evento contou com a presença do presidente da companhia Jean Paul Prates, da diretora de Assuntos Corporativos, Clarice Coppetti, do diretor de Finanças e de Relacionamentos com Investidores, Sérgio Caetano Leite, e do gerente geral da Universidade Petrobras, Antônio Felipe Flutt, além da secretária de Educação do Estado da Bahia, Adélia Pinheiro, do consultor de negócios do SENAI-CIMATEC, Miguel Andrade Filho, dos empregados do Torre Pituba, dos alunos dos cursos de formação da UP no estado e de representantes da comunidade científica, da comunidade acadêmica e do poder público. Créditos : Portal a tarde 

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Salvador 475 anos: Patrimônio soteropolitano, acarajé faz sucesso em Portugal, nas mãos de baiana

Carolina Alves de Brito, soteropolitana nascida e criada na praia de Itapuã, não vai curtir os 475 anos de Salvador em casa, onde nasceu há 41 anos, na próxima sexta-feira (29). Mas, sem dúvida, no mesmo dia, fará a festa de conterrâneos e outros brasileiros em Portugal, levando um pouco de dendê para a Semana Santa de quem não mora mais no Brasil. A Carol do Acarajé, como é conhecida, é uma entre as 200 mil mulheres brasileiras que são a maior força de trabalho entre as estrangeiras em terras lusitanas. Ainda moça, com apenas 20 anos, a baiana recebeu um convite de uma família de portugueses para trabalhar com eles na cidade do Porto, no norte de Portugal. Eles haviam provado os quitutes que Carol preparava ali mesmo na praia e se encantaram. Queriam porque queriam que aqueles sabores cruzassem o Atlântico, assim como Carol queria porque queria, mesmo com a resistência da mãe, assumir os riscos de uma mudança tão drástica. Se nada desse certo, pensava, o caminho de volta pra casa era sempre um alento. De lá pra cá, Carol não deixou mais a capital portuguesa, onde, atualmente, tem dois restaurantes, um na Rua da Rosa e outro na Rua de Santa Marta. Ela chegou a Lisboa após um “pulo no escuro”, deixando de lado um pouco da segurança que havia conquistado no Porto. Na nova cidade, trabalhou por 10 anos em um restaurante, mas, nas horas vagas, participava de feiras e promovia jantares temáticos, até pedir demissão e instalar a própria barraca na Casa do Brasil, associação de imigrantes sem fins lucrativos, todas as quintas-feiras. Aquele local, pouco a pouco, foi ganhando uma nova energia, transformado numa pequena Bahia, onde a noite do acarajé virou um point entre pessoas vindas de várias partes de Portugal, não só da capital. O sucesso abriu os olhos de Carol para a necessidade de ter o próprio espaço, que surgiu em 2017, como a primeira unidade do Carol do Acarajé, no Bairro Alto, uma região boêmia da capital portuguesa, tal qual nosso Rio Vermelho. Lá, a Bahia se faz presente em porções de moquecas, de vatapá, de caruru, farofa de dendê e feijão-fradinho. “Hoje, tenho 15 colaboradores, todos registrados”, faz questão de ressaltar, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, a soteropolitana, que inaugurou a segunda unidade de seu restaurante em julho do ano passado. Satisfeita? Sim! Acomodada? Nem um pouco. Carol, a mais nova de 14 irmãos, já tem planos de voltar ao Porto, onde seu sonho em Portugal começou, para novos projetos. Sobre esses, só o tempo dirá, mas os orixás, que sempre estiveram no caminho da baiana, trilhado no fazer do acarajé, seguirão guiando seus passos.   Patrimônio Uma lei municipal sancionada em junho de 2002 instituiu o acarajé como Patrimônio Cultural de Salvador. A lei foi sancionada dois anos antes do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), após diversos estudos, entender que o bolinho de feijão frito no dendê é “o alimento emblemático do universo dos saberes e modos de fazer das baianas do tabuleiro”. Com isso, em 2004, o instituto tornou o ofício das baianas de acarajé em Salvador – o que inclui o preparo da iguaria – como Patrimônio Cultural Brasileiro.   Créditos: alôalôbahia.com Com informações do Correio Braziliense e g1. Fotos: Reprodução/Redes Sociais.

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