Casos de disparo de arma de fogo em brigas em Salvador e RMS sobem 31%

34 casos foram registrados em 2024   O dono de bar Yuri Oliveira Silva, de 45 anos, se envolveu em uma briga de trânsito no bairro do Cabula, em Salvador, e acabou sendo morto com disparos de arma de fogo, no mês de outubro do ano passado. Tudo começou porque o autor do crime alegou que Yuri havia fechado a via para outros carros ao estacionar em uma vaga. Durante a discussão, o homem o executou. O crime, que chocou a família do comerciante, não foi isolado. Em Salvador e Região Metropolitana, os casos de disparos de arma de fogo em 2024 subiram 31% em relação ao ano anterior. Ao total, a capital baiana e a região metropolitana computaram 34 episódios de conflitos armados entre civis que não têm ligação com disputas entre grupos criminosos nem confrontos com a polícia, no ano passado. Em 2023, haviam sido 24 ocorrências do tipo. Para Tailane Muniz, coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, esse dado reflete a banalização do uso de armas em ambientes públicos e domésticos. “A alta letalidade policial coloca a juventude, sobretudo pessoas negras, na linha de tiro e interfere no ambiente escolar. Por outro lado, o amplo acesso às armas, aumenta exponencialmente as chances de situações de conflito evoluírem para a letalidade. O crescimento dos dados de disparos em briga mostra como uma política de armas com pouco ou nenhum rigor afeta a população”, afirma. Dudu Ribeiro, cofundador e diretor-executivo da Iniciativa Negra e integrante da Rede de Observatórios da Segurança na Bahia, analisa que a flexibilização do acesso às armas, graças a política adotada pelo governo Bolsonaro, promoveu a precarização da vida. “Nós estamos em um período de acentuação da desigualdade e de reação violenta dos aparatos de segurança pública, e isso tem movido episódios mais frequentes de violência”, aponta. Segundo ele, é necessário analisar se o Brasil não precisa de um movimento nacional de pacificação. Isso porque, apesar de o governo Lula já ter revogado alguns dos decretos de facilitação ao acesso de armas de fogo, os armamentos já obtidos pelos civis não foram recuperados. “A chegada dessas armas no mercado legal foi seguida de uma transferência para o mercado ilícito. Então, nós precisamos de uma retomada da ideia de que é necessário desarmar a população e que há necessidade de um controle de armamento para a boa convivência, já que a maior disposição de armas em nenhum momento ou circunstância significou mais segurança para as pessoas”, frisa.   créditos: correio24horas.com

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Homem é hospitalizado após sofrer ataque de abelhas na Pituba

Vítima estava em cima de um coqueiro quando foi atacado pelo enxame   Um homem foi hospitalizado no Hospital Geral do Estado (HGE) depois de ser atacado por um enxame de abelhas, em Salvador, na terça-feira (18). A vítima estava em cima de um coqueiro quando foi atacada pelos animais. Assustado, o homem pulou da árvore para tentar se salvar. O episódio ocorreu na Lagoa dos Patos, na Pituba. Um vídeo registrou o momento do ataque. As abelhas continuam ao redor do homem mesmo quando ele pula da árvore. “São muitas, ele não está dando conta. Pule no rio, não morra aí não”, grita um dos homens na tentativa de ajudar a vítima. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar os primeiros socorros. “O local está sendo monitorado e os esforços empenhados para que a colmeia seja removida com segurança”, afirma a pasta. O risco de um ataque de abelhas varia a depender da gravidade das picadas, podendo haver uma uma inflamação local até uma reação alérgica grave, que pode ser fatal.   créditos: correio24horas

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Vice-prefeita Ana Paula é anunciada como nova secretária de cultura e turismo da cidade de Salvador

Após alguns meses de espera, a vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT) foi anunciada como nova secretária de Cultura e Turismo (Secult) de Salvador na manhã desta quarta-feira (19), em solenidade realizada pelo prefeito Bruno Reis (União), no Palácio Thomé de Souza.   O cargo era ocupado interinamente por Walter Pinto Jr, que substituiu o ex-secretário Pedro Tourinho em janeiro deste ano. O anúncio foi feito em solenidade no Palácio Thomé de Souza, na Praça Municipal. Durante a solenidade, Bruno Reis justificou que a escolha da nova titular da Secult partiu da indicação do próprio Tourinho, diante da capacidade de Ana Paula com a gestão e de diálogo com diferentes setores. O prefeito também trouxe as principais metas que deverão ser tiradas do papel para que a capital baiana se consolide ainda mais como um dos principais destinos do Brasil e do mundo. Entre as prioridades estão a conclusão das negociações com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) para obtenção de recursos para o Prodetur 2, que será focado no programa Salvador Capital Afro, além do início das obras para construção de um novo centro de convenções no Centro Histórico e o lançamento do programa habitacional que realizará o retrofit de casarões abandonados na mesma região. “Compreendemos a importância e a estratégia da cultura e do turismo, primeiro, como nichos de geração de empregos e oportunidades. Nesses últimos anos, houve mudanças de paradigmas e os números mostram isso. Em dois anos, entregamos 10 equipamentos culturais, como Museu da Misericórdia, Memorial 2 de Julho, Muncab, Arquivo Público, Casa das Histórias, Galeria Mercado, Memorial das Baianas, entre outros”, listou o prefeito. créditos; g1.globo.com

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“Não há uma consideração institucional pelos animais ” Afirma Ana Rita Tavares, advogada defensora dos animais

Em entrevista exclusiva ao Universo Notícias, a advogada defensora dos animais e ex-vereadora da cidade de Salvador por 8 anos afirma que continua a sua luta em prol dos animais.   “Dra., qual a maior dificuldade que a senhora enfrenta na luta pelos animais?” “Existe uma dificuldade institucional, pois sabemos que não há uma consideração institucional dos órgãos públicos pelos animais que sofrem maus-tratos. Hoje, graças a Deus, temos o Ministério Público, e lá existem várias promotorias do meio ambiente. O Ministério Público, como fiscal da lei, tem que processar aquelas pessoas que cometem maus-tratos, desde o cidadão comum até o poder público. Mas é importante que haja uma fiscalização efetiva”, afirmou a advogada. “Dra., quando a senhora cita o poder público, o que a senhora quer dizer?” “Nós sabemos que o poder público infringe o artigo 68 da Lei 9.605 e comete, invariavelmente, o crime de omissão no cumprimento do dever legal, quando ele deixa de adotar providências em defesa dos animais, deixa de implantar políticas públicas que precisam ser implantadas para que os animais não sofram maus-tratos, abandono, até a procriação deve ser controlada. O poder público tem o dever de promover a castração para o controle populacional dos animais. É o poder público que precisa contratar veterinários para atender os animais em situação de rua, que estão em estado de vulnerabilidade”, enfatiza a ex-vereadora. “Qual a punição para quem maltrata os animais?” “Maltratar os animais dá cadeia, está previsto no artigo 32 da Lei 9.605, com pena de 2 a 5 anos de reclusão. Quem maltrata os animais não pense que ficará impune, porque já existem mecanismos legais que os protegem”, declarou. Perguntamos: “O que motiva a sua luta?” “Eu advogo para os animais e sou grata pela confiança que as pessoas depositam em mim. Eu sempre lutarei por eles da forma que eu puder e me orgulho de ser Ana Rita Tavares, a advogada dos animais”, finalizou.

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Quanto de água devemos beber por dia em época de calor? Descubra cálculo simples

Cálculo pode ser feito a partir do peso do corpo, mas outras condições também podem influenciar em mais ou menos água necessária   Com uma onda de calor atingindo cidades de todo o Brasil até o próximo dia 24, beber água nunca foi tão necessário. O calor foi considerado por especialistas realmente insuportável para o nosso corpo, sendo preciso agir da melhor forma para evitar a desidratação do corpo. Mas quanto de água é preciso beber nesta época? Muitos devem responder 2L, porém, esta quantidade não vale para todos. É de graça: Acompanhe as notícias no grupo do WhatsApp exclusivo do CORREIO Questões como idade, sedentarismo, estilo de vida podem influenciar na quantidade do líquido da vida a ser ingerido, mas existe um cálculo que pode ser feito individualmente a partir do peso do corpo que indica em média quanto é necessário.   Veja cálculo:   Em condições normais, deve-se multiplicar 35 ml pelo peso do seu corpo. Por exemplo: uma pessoa que pesa 55 quilos deve tomar pelo menos 1,9 litro diariamente, já que 35mlX55= 1900 ml ou 1,9l. Em épocas de calor, o peso do corpo deve ser multiplicado por 45 ml. Neste caso, uma pessoa que pesa 55 quilos deve tomar pelo menos 2,5 litros diariamente. Já em épocas de calor extremo como a que vivem capitais do Sudeste e Nordeste como o Rio de Janeiro, o peso do corpo deve ser multiplicado por 65ml. Assim, uma pessoa de 55kg deve tomar aproximadamente 3,5L, de acordo com o mesmo cálculo feito anteriormente. Os cálculos, porém, são apenas aproximações e fatores como idade, condições de saúde, intensidade da atividade física e clima podem influenciar a quantidade ideal de água para cada indivíduo.   créditos: correio24horas

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Veja como escolher entre ilha e península para a cozinha

A definição da bancada ideal é feita com base no layout do ambiente, priorizando a ergonomia e a circulação   Nos projetos de interiores contemporâneos, a busca por soluções que promovam a fluidez dos ambientes tem ganhado destaque, especialmente nas cozinhas. Se antes esse espaço era restrito aos preparos culinários, hoje ele se tornou o coração da casa, integrando funcionalidade e convivência familiar. Nesse cenário, opções como bancadas em ilha ou península se destacam, oferecendo eficiência e alinhando-se à valorização de ambientes abertos e interconectados. “Enquanto as ilhas oferecem um ponto central para preparo de alimentos, armazenamento e refeições, as penínsulas surgem como alternativas versáteis para espaços menores, mantendo a integração visual com outros ambientes.Juntos, elas refletem o cenário de um mundo que valoriza a eficiência sem abrir mão do conforto e do design “, dizemMariana Meneghisso e Alexandre Pasquotto, sócios à frente da Meneghisso & Pasquotto Arquitetura. Escolha entre ilha e península A principal diferença entre ilha e península está na disposição no ambiente. Alexandre Pasquotto explica que a ilha de cozinha corresponde a uma bancada completamente solta no espaço, enquanto a península é apoiada em uma parede. “Essa diferença estrutural impacta diretamente na proposta final do projeto”, pontua. Segundo Mariana Meneghisso, a ilha é ideal para cozinhas amplas onde é possível centralizar funções como preparo de alimentos, armazenamento e até refeições. Por outro lado, a península é recomendada para espaços menores, pois aproveita a parede para ganhar estabilidade e otimizar o uso do ambiente. “Nesse caso, ela [a parede] responde como uma extensão da bancada ou uma área de transição entre a cozinha e os demais cômodos”, detalha. A definição é feita com base no layout da cozinha, priorizando a ergonomia e a circulação. A dupla de arquitetos ressalta que o estudo do projeto é fundamental para garantir que a opção escolhida atenda às necessidades do morador sem comprometer a fluidez do espaço. Pontos positivos dos modelos Mariana Meneghisso e Alexandre Pasquotto avaliam que as ilhas oferecem mais liberdade de design , com potencial de se tornarem o ponto focal da cozinha. Ademais, o elemento permite a inclusão de diversos equipamentos como pias, cooktops , fornos e áreas de armazenamento, além de servir como espaço para refeições informais quando combinadas com banquetas ou cadeiras. “Por isso, são indicadas para cozinhas grandes ou integradas com salas de jantar e living “, orientam. As penínsulas são recomendadas para plantas compactas em que a praticidade e a otimização do espaço são prioridades. O triângulo de trabalho garante que o fluxo de atividades na cozinha seja fluido e eficiente Crédito: Projeto: Meneghisso & Pasquotto Arquitetura | Imagem: Divulgação Importância do triângulo de trabalho Os arquitetos alertam sobre alguns erros comuns no planejamento das cozinhas – caso da circulação. Para evitar desconfortos, Mariana Meneghisso e Alexandre Pasquotto adotam o chamado ‘triângulo de trabalho’, que consiste na disposição estratégica da geladeira, pia e fogão, garantindo que o fluxo de atividades na cozinha seja fluido e eficiente. Outro ponto importante é o dimensionamento e, embora não haja medidas mínimas ou máximas definidas, é preciso garantir que a ilha ou península tenha espaço suficiente para o conforto e praticidade. “Uma bancada muito pequena pode limitar as atividades, enquanto uma muito grande pode comprometer a circulação e a ergonomia do ambiente”, ressalta o arquiteto Alexandre Pasquotto. Materiais ideais para o tampo A escolha dos materiais também exige atenção, e os tampos devem ser escolhidos com base na durabilidade, resistência ao calor, umidade e facilidade de limpeza, além da estética. “Tampos de mármore e granito são clássicos e oferecem um visual sofisticado, mas podem ser suscetíveis às manchas e batidas. Já as superfícies ultracompactas, como quartzos e porcelanatos, se evidenciam pela resistência e versatilidade”, destaca Mariana Meneghisso. Além desses clássicos, a arquiteta também sugere outros materiais: Quartzito: combina a estética do mármore com a resistência do granito, sendo uma opção durável e de baixa manutenção; Dekton: ultra resistente a riscos, manchas e altas temperaturas, ideal para cozinhas de alto desempenho; Corian: superfície sólida e moldável, permite bancadas sem emendas aparentes, mas são sensíveis a calor e riscos; Madeira maciça: charmosa e aconchegante, mas requer impermeabilização e manutenção constante; Aço inox: muito usado em cozinhas profissionais, é resistente, higiênico e fácil de limpar.   créditos: correio24horas

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Confira chapa que deve ser eleita para liderar a UPB em 2025/2026

Comissão Eleitoral da União dos Municípios da Bahia deve homologar nesta terça-feira, 18, a chapa única   A Comissão Eleitoral da União dos Municípios da Bahia (UPB) deve homologar nesta terça-feira, 18, a chapa única para a eleição da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da entidade no biênio 2025-2026. A sessão acontece na sede da UPB, e pode confirmar o prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), como o novo presidente da instituição. Além de Wilson, a diretoria executiva deve ser composta por: Beto Pinto (Medeiros Neto): Vice-presidente institucional; Kitty Guimaramarães (Taperoá): Vice-presidente Administrativo; Danillo Santos (Várzea da Roça): 1º Secretário; Victor do Posto (Santanopolis): 2º Secretário; Arnaldinho Oliveira (Caém): 1º Tesoureiro; Reges Aragão (Ituberá): 2º Tesoureiro. Já o conselho fiscal, que é integrado por 10 gestores, podem ser:   Mauro Vieira (Anguera); Clevyn (Cocos); Tacinho Mendes (Jussara); Marcos Lobo (Uaua); Keinha (Araci); Zico de Baiato (Alcobaça); Daiane dos Anjos (Itatim); Carine de Ataíde (Aporá); Cleivinho (Sobradinho);   Camargo Crisóstomo (Wanderley). Conforme o edital divulgado em 28 de janeiro, a eleição está prevista para 13 de março. Contudo, se apenas uma chapa for homologada, o pleito será dispensado, cabendo à Comissão Eleitoral anunciar a data do ato de aclamação e posse da nova diretoria. créditos: Atarde.com

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Ministros culpam Haddad por desgaste do governo Lula

Titular da Fazenda está em agenda no Oriente Médio   A política econômica adotada pelo Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad (PT), foi apontada pelos demais ministros como o principal vetor da crise recente enfrentada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva De acordo com Andreia Sadi, em seu blog no portal G1, o diagnóstico foi dado a Lula durante uma reunião com integrantes da Esplanada dos Ministérios, no último domingo, 16. Haddad, responsável pela economia do país, cumpre agenda no Oriente Médio, e não esteve não encontro. Estiveram presentes na reunião os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Comunicação), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Camilo Santana (PT) e Rui Costa (Casa Civil), além do senador Jaques Wagner (PT). No último mês, Haddad foi centro de uma crise no governo, após o surgimento do de uma fake news sobre uma suposta taxação do Pix. Diante da repercussão, o ministro e a Receita Federal recuaram da proposta oficial, que visava a fiscalização das transações financeiras, mas sem qualquer cobrança prevista.   créditos: correio24horas

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Se precisar, vai morrer’: servidores protestam contra o Planserv em Salvador

Manifestantes denunciam precariedade no atendimento Há dois anos, Rosângela Monteiro, 59 anos, aguarda uma decisão da Justiça para passar por uma cirurgia de ombro. A família de Danuzia Mendes, 64, precisou arcar com um procedimento de R$ 30 mil quando o marido foi diagnosticado com câncer de próstata. Ambas são beneficiárias do Planserv e denunciaram o sucateamento do plano de saúde dos servidores públicos da Bahia durante uma manifestação nesta segunda-feira (17), em Salvador. Os cerca de 20 manifestantes se reuniram no Largo da Piedade no final da manhã. Na ação, pararam em frente aos veículos e suspenderam cartazes com dizeres de ordem. ‘Governador, não mate o servidor’, dizia um deles. O protesto foi organizado por servidores e aposentados que enfrentam a piora no serviço desde 2017. Entre os problemas citados estão a dificuldade em marcar exames e consultas em unidades da rede credenciada, recusa de atendimento em emergências e demora no serviço do Hospital de Brotas, exclusivo para o plano. Os servidores avaliam que os problemas foram intensificados quando o repasse do Governo do Estado ao Planserv foi reduzido de 4% para 2% durante o governo de Rui Costa (PT). No ano passado, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou o aumento para 2,5% do repasse patronal do Estado ao plano. Enquanto isso, a contribuição dos servidores varia entre 4% e 8%. O desconto é feito diretamente na folha dos servidores. Apesar da contribuição, os beneficiários vivem com receio de precisar de um serviço de urgência. “Os beneficiários estão pegando empréstimo ou vendendo seus bens quando passam por algum problema de saúde. Praticamente nenhum lugar nos atende. Se você depender do Planserv, vai morrer. Eu convivo com o medo de precisar utilizar o serviço e não ter para onde ir”, desabafa Danuzia Mendes, que viu o marido precisar de uma cirurgia de próstata sem auxílio do Planserv. Outros beneficiários enfrentam batalhas judiciais em busca de ter o direito garantido. Caso de Rosângela Monteiro, uma das manifestantes desta segunda-feira (17). “Não é brincadeira ficar com dois tendões rompidos por causa da artrose. Consegui, através da Justiça, que uma prótese fosse colocada em um ombro. Agora, já fazem dois anos que luto para conseguir a outra”, conta. A reportagem entrou em contato com o Planserv, através da assessoria de imprensa, sobre as denúncias dos beneficiários, mas o plano não se manifestou até esta publicação. O espaço segue aberto. Entre 2020 e 2023, foram movidas 6.368 denúncias contra o Planserv no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O CORREIO solicitou os dados relativos aos anos de 2024 e 2025, mas não obteve retorno até esta publicação. Serviço precário Na semana passada, os beneficiários denunciaram a falta de atendimento no Hospital de Brotas, em Salvador, que atende exclusivamente os usuários do Planserv. Um vídeo gravado na recepção da emergência, na quarta-feira (12), mostra pacientes aguardando para passar pela triagem, mas sem saber se seriam atendidos. “Estamos aqui, no Hospital de Brotas, sem atendimento. Tem gente aqui passando mal desde as 8 horas da manhã, sem atendimento, esperando para passar pela triagem e saber o grau de emergência. Só depois, vai saber se vai atender ou não”, diz a paciente que grava o vídeo. O Hospital de Brotas fica na Av. D. João VI, no bairro de Brotas, em Salvador. Ele foi inaugurado depois que diversas emergências de hospitais de Salvador suspenderam o atendimento de beneficiários do Planserv. Rombo As contas do plano de saúde dos servidores do estado, o Planserv, fecharam em 2024 no vermelho pelo segundo ano consecutivo, como foi noticiado pelo CORREIO. De acordo com os dados do Portal da Transparência da Bahia, o rombo no ano passado foi de R$ 198 milhões.   créditos: correio24horas

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Família vai processar banda Menos é Mais após morte de trabalhador antes de show em Salvador

Pedro Alves do Rosário, 40, trabalhava na montagem do evento   A família de Pedro Alves do Rosário, 40, trabalhador que morreu após sofrer uma descarga elétrica durante a montagem do show do Grupo Menos é Mais, em Salvador, vai processar a banda de pagode. Ele não utilizava os equipamentos de proteção individual necessários, segundo testemunhas. Procurada, a banda disse que cobra providências para que os direitos dos familiares da vítima sejam assegurados. O funcionário prestava serviço para uma empresa terceirizada, a B Leal Produções, quando foi contratado através dela para o show que aconteceu no dia 11 de janeiro. O Grupo Menos é Mais afirma que está em contato com a empresa responsável pela contratação de Pedro Alves. Brenda Alves do Rosário, 21, filha da vítima, soube da morte do pai enquanto estava no trabalho. “Eu recebi uma ligação de um colega dele dizendo que tinha tido um acidente. Quando eu cheguei lá, estavam fazendo massagem cardíaca, mas ele estava morto. Meu mundo caiu naquele momento”, conta. Além da B Leal Produções, que contratou o funcionário, e a banda de pagode, a família vai processar o Grupo Onda, que produziu a festa. Brenda Alves conta que o pai não tinha formação técnica para trabalhar com eletricidade. “Eu sabia que ele estava trabalhando no show, mas achei que fosse apenas com a montagem do palco. Sem a parte elétrica”, comenta. Testemunhas relataram que o trabalhador não utilizava os equipamentos de proteção adequados, como capacete, luvas e óculos de proteção. Pedro Alves usava apenas uma bota de segurança, que era de uso pessoal, segundo os relatos. O laudo pericial da morte deve sair nos próximos dias. Bruno Leal, responsável pela B Leal Produções, afirma que Pedro foi contratado para prestar serviços três vezes para a empresa, em eventos esporádicos. “A empresa preza pelo treinamento e exigência do EPI [Equipamento de Proteção Individual], seja empregado ou prestador terceirizado. Por enquanto, não temos informações de nenhum processo judicial, até porque as investigações caminham para uma auto responsabilidade”, disse Leal. Questionado se Pedro Alves apresentou alguma experiência na área antes de ser contratado para o serviço, Bruno Leal disse apenas que o trabalhador prestava o mesmo serviço para outras empresas. A vítima foi socorrida por uma ambulância do evento e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itapuã, mas não resistiu. O caso foi registrado como morte acidental por eletroplessão na 12ª Delegacia (Itapuã). O termo técnico é utilizado para explicar mortes causadas por descargas elétricas acidentais. Questionada sobre a morte do trabalhador, a banda brasiliense Menos é Mais reproduziu o posicionamento enviado pelo Grupo Onda, que organizou o evento. Ambos afirmam que acompanham de perto a situação do acidente ocorrido durante a montagem da estrutura do evento em Salvador. “Reiteramos nosso compromisso com a segurança e o respeito a todos os profissionais envolvidos na realização do evento e permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais”, dizem. Veja o posicionamento completo ao final da reportagem. Depois da morte, o único suporte recebido pela família foram os recursos para pagar o enterro de Pedro, arcados pelo dono da B Leal Produções. Os familiares também receberam o valor equivalente a quatro diárias de trabalho, cerca de R$1 mil, que não haviam sido pagas ao trabalhador. Show da banda de pagode aconteceu em Salvador em janeiro Crédito: Divulgação “Meu pai era o meu suporte, me ajudava em tudo que podia. Eu não perdi apenas meu pai, perdi um amigo, meu tudo. A empresa dizia que gostava tanto dele, mas não deram suporte algum, apenas ajudaram no enterro”, lamenta Brenda Alves, que tem uma filha de 1 ano e 9 meses. O advogado Gustavo Neiva, que representa a família, explica que o processo busca indenização por danos morais e materiais após a morte. “Ele não tinha qualquer aptidão para o desempenho das atividades que realizava quando veio a óbito. Todas as empresas que promoveram o evento têm interesse financeiro e são responsáveis pela execução do projeto. Por isso, deverão responder judicialmente”, avalia. Veja o posicionamento do Grupo Menos é Mais e do Grupo Onda “Informamos que seguimos acompanhando de perto a situação do acidente ocorrido durante a montagem da estrutura do evento em Salvador.  Desde o primeiro momento, estamos em contato com a empresa responsável pela contratação do prestador de serviços, cobrando as providências necessárias para que sejam assegurados todos os direitos dos familiares da vítima. Reiteramos nosso compromisso com a segurança e o respeito a todos os profissionais envolvidos na realização do evento e permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.” Ações na Justiça do Trabalho crescem 52% O número de ações trabalhistas na Bahia ultrapassou a marca dos 200 mil. Só no ano passado, foram 213.832 novos processos no Tribunal Regional do Trabalho 5ª Região (TRT5), órgão que atende ao estado. O número deu um salto, comparado aos últimos cinco anos, com um crescimento de 52%, quando saiu de 140.095 novos casos em 2020. Em 2021, viveu uma queda, ao somar 129.722 ações no TRT5. Mas voltou a crescer em 2022 e em 2023, com 134.213 e 179.252 novas ações, respectivamente.   créditos: correio24horas

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