Aidilson Viana de Sousa foi condenado em 2023, mas recorria em liberdade até novo mandado de prisão ser expedido
Um homem condenado pelo assassinato da corretora de imóveis Janaína Silva Oliveira foi preso na segunda-feira (1º) no bairro do Caji, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Aidilson Viana de Sousa, de 52 anos, era considerado foragido havia quase dois meses e foi localizado por equipes da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), que cumpriram o mandado de prisão expedido pela Justiça.
Janaína foi morta a facadas em 2017 dentro do apartamento onde morava com o então companheiro, no bairro do Barbalho, em Salvador. O crime teve grande repercussão na época e voltou ao centro das atenções após a captura do condenado.
Aidilson chegou a ser preso poucos dias depois do assassinato, ainda em 2017. No entanto, após o término do período de prisão temporária, em dezembro daquele ano, ele foi colocado em liberdade.
Anos depois, em 2023, o acusado foi levado a julgamento e condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio. Apesar da sentença, ele obteve o direito de recorrer em liberdade após recurso apresentado pela defesa. A decisão foi contestada pela família da vítima e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Agora, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) expediu um mandado de prisão contra Aidilson em abril de 2026 e desde então ele era considerado foragido. A Polícia Civil informou que ele está custodiado e à disposição da Justiça.
Após a prisão, a Justiça marcou para esta terça-feira (2), às 10h, uma audiência de custódia. O ato deverá ocorrer em formato híbrido, com possibilidade de participação virtual das partes.
Relembre o caso
Janaína Silva Oliveira mantinha um relacionamento com Aidilson havia cerca de cinco anos. O casal morava junto em um apartamento no Barbalho, local onde ocorreu o crime.
Na madrugada de 11 de novembro de 2017, Janaína foi atacada a facadas. Mesmo ferida, ela conseguiu se arrastar e trancar o agressor do lado de fora do imóvel. Vizinhos relataram que ouviram uma discussão naquela noite, algo que, segundo testemunhas, era frequente no relacionamento.
O corpo da corretora foi encontrado pela filha dela, que tinha 27 anos na época. Sem conseguir contato com a mãe ao longo do dia, a jovem decidiu ir até o apartamento e encontrou Janaína já sem vida.
Poucos dias após o crime, Aidilson foi preso temporariamente. O Ministério Público chegou a pedir a conversão da prisão em preventiva, mas o pedido foi negado pela Justiça, permitindo que ele respondesse ao processo em liberdade.
Histórico de agressões
Familiares e pessoas próximas da vítima afirmaram que o relacionamento era marcado por episódios de violência. Segundo os relatos, Aidilson era extremamente ciumento e Janaína sofria agressões físicas e verbais com frequência.
A vítima chegou a denunciar o companheiro e ele foi preso por agressão em 2015. Mesmo assim, após ser liberado, os dois retomaram o relacionamento.
De acordo com parentes, Janaína compartilhava sinais das agressões sofridas. Em uma das ocasiões, enviou à família uma fotografia em que aparecia com um dos olhos completamente machucado.
Após o assassinato, familiares também mostraram marcas de violência no apartamento. Segundo a prima da corretora, havia sinais de golpes de faca na porta do imóvel, resultado de uma tentativa de arrombamento atribuída ao companheiro.


